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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 10/07/2012

Os jornais de Macau destacam a revisão das leis eleitorais, depois do Conselho Executivo ter dado luz verde às propostas do Governo. Já a imprensa em língua inglesa de Hong Kong coloca em grande plano o abrandamento da inflação na China e as medidas a favor do crescimento.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio dá especial atenção à revisão das leis eleitorais. O porta-voz do Conselho Executivo garante que as propostas de desenvolvimento do sistema político, que o Governo traçou, “já contêm elementos democráticos”; o diário recorda algumas das alterações sugeridas, como os dois novos lugares para o sufrágio indirecto, que vão ser divididos entre o sector profissional e o sector social e educacional, assim como o desaparecimento do mecanismo “automaticamente eleito”. O Va Kio diz ainda que o Hotel New Century já pagou os milhões em falta de electricidade, evitando assim o corte energético.

 

O Ou Mun destaca também o processo de revisão das leis eleitorais. Lê-se na capa: “Colégio Eleitoral do Chefe do Executivo com mais 100 elementos - deputados pela via indirecta vão ser divididos entre o sector profissional e o sector social e educacional”. O matutino ouviu alguns deputados que sublinham que “as duas propostas correspondem às aspirações da sociedade”. Ainda na capa, em foco, um caso de agressão: um condutor agrediu outro depois dos respectivos carros quase terem batido, no cruzamento entre a Avenida da Praia e Travessa do Canal Novo.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Nesta manhã informativa, a Ou Mun Tin Toi tem dado ênfase a cancelamentos de concursos de contratação de funcionários públicos. Alguns departamentos são acusados de violar os procedimentos.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Daily Times puxa para manchete que o Conselho Executivo foi “contestado por causa de alterações às leis eleitorais”. O destaque fotográfico é feito com a Marvel: Stan Lee, - o co-criador do Homem Aranha-, prepara opera-rock para Macau. Ainda uma chamada de capa para o hotel New Century, que “escapa a apagão no último minuto”.

 

Também o Macau Post coloca em grande plano revisão das leis eleitorais. O jornal diz que o Conselho Executivo concluiu discussão das alterações às duas leis e que “prevalece a fórmula 2+2+100”. Na capa, ainda a notícia de que a China ultrapassou o Japão no ranking Fortune Global 500 – referente às maiores empresas do mundo por valor de receitas.

 

O Business Daily escreve em letras gordas que “Outubro começa com protecção de depósitos”. O Regime de Garantia de Depósitos vai entrar em vigor naquele mês e, até lá, o Governo tem de criar um fundo temporário no valor de 150 milhões de patacas. A Autoridade Monetária confia que o objectivo vai ser cumprido a tempo. Noutro título, o económico diz que Bill Weidner, um ex-executivo da Las Vegas Sands, ajuda a lançar o plano para o primeiro casino de Taiwan.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Ponto Final escreve “vírus corta internet”. O jornal explica como reestabelecer a ligação e eliminar o vírus, espalhado por um grupo de piratas informáticos norte-americanos. Na fotografia a directora do Centro de Educação Moral dos Serviços de Educação, que, numa entrevista, fala da educação patriótica em Macau.

 

O Jornal Tribuna de Macau também publica uma entrevista, com Jianwei Wang. O director do Departamento de Administração Pública e Governamental da Universidade de Macau acredita que “Macau necessita de uma mudança geracional”.

 

O Hoje Macau faz manchete com Margarida Vila-Nova que “luta” pelas pequenas e médias empresas que importam de Portugal. A actriz, que tem um pequeno negócio em Macau, pediu ao ministro dos Negócios Estrangeiros o “alívio da burocracia e da tributação” sobre os produtos importados de Portugal e “Portas garantiu-lhe que ia dar atenção ao problema”. Ainda em grande plano, “Susana Chou demolidora”; a ex-presidente da Assembleia Legislativa diz que “o Governo tem de fazer mais e falar menos”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O China Daily destaca o abrandamento da inflação no Continente chinês, que em Junho teve o crescimento mais baixo dos últimos 29 meses. O Governo Central tem agora “flexibilidade para introduzir medidas a favor do crescimento” no país. Noutro título, o Exame das Nações Unidas que “abre um mundo de oportunidades”; o novo teste vai identificar talentos e aumentar a equipa das Nações Unidas.

 

No South China Morning Post lê-se “plano de reforma empurrado para o final da agenda”. A nova Administração admite que o plano de reestruturação do Governo não vai passar durante esta legislatura e o jornal escreve que críticas ao Governo “forçam outras prioridades”. Este matutino foca, igualmente, o abrandamento da inflação na China: “inflação abranda e abre caminho a passos de estímulo à economia”.

 

O Standard escreve “ainda caem de amores plos expatriados”; o jornal traz para a capa uma sondagem que indica que, 15 anos depois da criação da RAEHK, os residentes de Hong Kong continuam a preferir parceiros ocidentais.