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Casino em Taiwan: Davis Fong pede medidas a longo prazo
Segunda, 09/07/2012

Este fim-de-semana, os residentes de Matsu, em Taiwan, disseram “sim” à construção de um casino na ilha. Para Davis Fong, director do Instituto de Investigação do Jogo da Universidade de Macau, é difícil avaliar, para já, o impacto na RAEM. Mas o académico apela ao Governo que comece já a pensar a longo prazo e que aposte também em atracções turísticas além jogo.

 

Em Taiwan, por agora, ainda não há um casino, nem uma agência governamental encarregue de regular a indústria nem medidas concretas nesse sentido. “Talvez demore uns quatro a cinco anos até que Taiwan, primeiro, legalize a actividade dos casinos; em segundo lugar, abra o concurso para a concessão de licenças e, em terceiro, termine a construção. Portanto, a confirmar-se este cenário, o impacto em Macau será limitado, pelo menos nos próximos quatro a cinco anos”, afirma Davis Fong, em declarações à Rádio Macau.

 

O académico da Universidade de Macau lembra também que não se sabe ainda nada sobre as condições em que os casinos se vão desenvolver na Formosa – por exemplo, em termos de número de mesas de jogo e de licenças de projectos, ou em relação aos critérios para o investimento no sector. Falta também saber se outras ilhas taiwanesas vão fazer a mesma opção que Matsu.

 

Davis Fong entende, por isso, que é preciso esperar para ver, mas não de braços cruzados. O docente defende que o Governo de Macau deve começar já a pensar numa aposta a longo prazo para evitar a eventual concorrência de Taiwan ou de outras regiões vizinhas, como o Japão. A aposta, no entender do académico, tem de passar pelo investimento no turismo como um todo, com outros atractivos além do jogo.

 

“Precisamos de prestar atenção ao que se passa na região e posicionarmo-nos não só para aumentar a qualidade da indústria do jogo, mas também para melhorar a competitividade de Macau como um todo. Porque, no final de contas, os turistas vão acabar por escolher uma cidade, em vez de uma mesa de jogo, quando decidirem para onde viajar”, recomenda Davis Fong.