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Espaço escasseia na ala feminina da prisão
Terça, 03/07/2012

O espaço na ala feminina do Estabelecimento Prisional de Macau (EPM) está a ficar cada vez mais apertado. As reclusas não param de chegar – desde  desde Janeiro entraram 17 mulheres -, e as obras de alargamento das instalações da cadeia continuam sem avançar.

 

Neste momento, e de acordo com o director da prisão, só há nove camas livres na ala feminina. Lee Kam Cheong acusa as Obras Públicas de inoperância e avisa que em breve alguém terá mesmo de dormir no chão.

 

Lee Kam Cheong lembra que as obras de alargamento estão prometidas, pelo menos desde Janeiro. O projecto já foi encomendado a uma construtora mas continua a faltar a autorização final da Direcção de Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT).

 

Actualmente, já há 175 mulheres na ala feminina, sendo o limite de ocupação 184. Este limite, segundo a previsão do director da prisão, deve ser atingido antes de terminado o ano. De acordo com o EPM, não há qualquer indicação da DSSOPT sobre quando as obras serão autorizadas. As obras vão permitir criar mais 100 camas em cerca de oito meses.

 

A EPM não tem só falta de camas, precisa ainda de mais profissionais na área da saúde e de guardas prisionais. Em Maio, já foi iniciado um concurso para a admissão de novos profissionais, mas até agora só se registaram dez candidaturas. Quanto aos guardas profissionais, ainda há 80 lugares por preencher.

 

Entretanto, continua a ser construída a nova prisão, em Ka Ho, prometida para 2014. No entanto, as obras avançam a passo lento e ainda nem foi concluída a primeira de um total de quatro fases.