Em destaque

13 de Dezembro de 2017: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.5148 patacas e 1.1755 dólares norte-americanos.

Norte Oeste Expresso: Capitania dá 10 dias para explicações
Segunda, 02/07/2012

A Norte Oeste Expresso tem dez dias para apresentar à Capitania dos Portos um relatório sobre a suspensão do serviço de ferries para Hong Kong. A empresa só tem dois barcos – um já estava parado, sendo que o segundo sofreu uma avaria recente, pelo que as autoridades de Hong Kong não o deixaram soltar amarras.

 

“Estamos agora a arranjar uma equipa de manutenção para levar a cabo a reparação. Esperamos poder voltar a disponibilizar o serviço o mais cedo possível”, disse hoje o chefe de operações da empresa, Koji Chan, depois de um encontro com a directora da Capitania dos Portos, Susana Wong.  

 

A empresa precisa de, pelo menos, 14 dias para poder retomar as ligações. Mas Koji Chan admite a possibilidade de o prazo ser dilatado, se for necessário importar peças para os trabalhos nas embarcações.

 

Quanto à Capitania dos Portos, já está a investigar a suspensão das operações, tendo dado à empresa dez dias para apresentar um relatório. Só depois é que se vai decidir acerca de uma eventual sanção à empresa, que pode ir da aplicação de uma multa ao cancelamento da licença.

 

“Já avisámos a companhia que tem de fazer o melhor possível para lidar com todos os passageiros que já compraram bilhetes”, acrescentou Susana Wong. De acordo com Koji Chan, foi feito o reembolso de 80 por cento dos 1300 bilhetes vendidos.

 

Por ora, a Capitania dos Portos está satisfeita com a resposta dada pela empresa, que continua com o balcão aberto no terminal marítimo para atender os clientes. Mas Susana Wong destaca a gravidade da situação. “É uma grande falha para a operação de uma rota. Temos de fazer esta investigação para sabermos o que causou esta suspensão”, reiterou.

 

Questionado sobre o interesse em continuar a explorar a rota para Tuen Mun, o responsável pela Norte Oeste Expresso assegura que não faz parte das intenções da empresa desistir da licença. “Nesta fase, a nossa empresa continua interessada em operar esta rota porque pensamos que devemos disponibilizar aos passageiros o serviço para os Novos Territórios. Vamos continuar a fazê-lo”, declarou Koji Chan.

 

O chefe de operações da empresa afasta ainda que a empresa esteja com problemas financeiros gerados pelos valores exigidos pelo terminal em Tuen Mun. Já Susana Wong tem outra versão da situação: a directora da Capitania dos Portos explicou que tem estado em contacto com as autoridades homólogas de Hong Kong e que foi informada de problemas motivados pelo arrendamento do terminal nos Novos Territórios.