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Wynn: WSJ fala de envolvimento de Ho em concessão de terreno
Segunda, 02/07/2012

A Wynn Resorts pagou 50 milhões de dólares norte-americanos a uma pequena empresa de Macau para a obtenção de um terreno no COTAI, num processo em que Edmund Ho terá tido intervenção, noticia hoje o Wall Street Journal.

 

De acordo com o jornal norte-americano, o complicado negócio em torno da parcela, que levou 7 anos a concretizar, envolveu o antigo Chefe do Executivo, uma pessoa próxima de Edmund Ho e um empresário de uma proeminente família de Pequim.

 

O jornal norte-americano recorda uma entrevista dada por Steve Wynn no mês passado em Macau. Na altura, o magnata do jogo explicou que foi Edmund Ho que desencadeou as discussões em torno do terreno, depois de o magnata o ter “espicaçado” sobre mais uma parcela para um novo casino.

 

Foi então que, diz o Wall Street Journal, o antigo Chefe do Executivo lhe falou de uma pessoa chamada Ho Ho e lhe deu o contacto deste empresário. Um advogado da Wynn diz não acreditar que os dois Ho – Edmund Ho e Ho Ho – tenham qualquer relação familiar.

 

Em Agosto de 2005, Steve Wynn e Ho Ho assinaram um acordo para exploração de direitos conjuntos do terreno na zona do COTAI, parcela que passaria assim a pertencer à Wynn Resorts e à Companhia de Entretenimento e Investimento Chinese Limitada, detida em 90 por cento por Ho Ho, com os restantes dez por cento nas mãos de Cliff Cheong, empresário de Macau e promotor de jogo.

 

O jornal diz que Ho Ho é pouco conhecido em Macau, mas o mesmo nao se passa com Cliff Cheong, que tem ligações próximas a uma das pessoas mais importantes de Macau, ou seja, Edmund Ho. O Wall Street explica por que está o junket ligado a Edmund Ho: Cliff Cheong foi um dos autores de um processo contra a Las Vegas Sands em que reclamava ter ajudado a empresa a obter uma licença de jogo, sendo que, num tribunal no Nevada, um dos sócios de Cheong explicou que o junket estava por dentro das decisões do Governo de Macau devido à relação próxima com o então Chefe do Executivo.

 

Um representante de Cliff Cheong recusou comentar a notícia. Já Steve Wynn diz nunca ter ouvido falar deste homem, tendo ainda explicado que já não tem qualquer negócio com Ho Ho desde 2009, devido às restrições impostas pela legislação norte-americana. O magnata acredita também que ninguém do Governo de Macau teve influência no processo porque Edmund Ho lhe disse que o negócio estava a ser feito com famílias influentes de Pequim.

 

O Wall Street Journal também não conseguiu uma reacção de Edmund Ho, nem tampouco das Obras Públicas.