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CEPA: Macau e China assinam suplemento a pensar na Montanha
Segunda, 02/07/2012

É mais um passo para a integração económica de Macau e da China Continental. Foi hoje assinado o IX suplemento do CEPA. O Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais aponta agora para a entrada da RAEM na Ilha da Montanha.

 

O novo suplemento entra em vigor no início do próximo ano e contempla mais 48 sectores, que vão ter importância na entrada de Macau em Hengqin. Assim, passam a poder ter negócios, nalguns pontos da província de Guangdong, operadores de serviços de telecomunicações e de transportes ferroviários, por exemplo. Também para os bancos de Macau foram criadas condições especiais, com uma redução do capital exigido para a entrada na Ilha da Montanha.

 

“Uma instituição bancária que tenha um capital de quatro mil milhões de dólares pode investir em Hengqin. Actualmente, três bancos de Macau têm requisitos suficientes”, destacou o secretário para a Economia e Finanças. Francis Tam salientou o facto de, neste momento, ser exigido aos bancos de Macau um capital de seis mil milhões de dólares.

 

Questionado sobre quais as instituições bancárias que preenchem as condições para poderem operar na ilha vizinha a Macau, o governante preferiu não dar essa indicação, mas assegurou que os três bancos estão interessados em alargar a esfera de operações.

 

O secretário para a Economia e Finanças destacou ainda as medidas deste novo suplemento do CEPA para as pequenas e médias empresas (PME) de Macau, vincando que há uma redução dos capitais exigidos para que possam funcionar na China Continental. “Esperamos que este suplemento consiga satisfazer a realidade económica de Macau, para que as PME de Macau consigam desenvolver melhor os seus negócios e sentirem os benefícios da liberalização da China”, referiu.

 

Entre as áreas novas introduzidas por este suplemento, estão as operadoras de televisão por cabo e também empresas ligadas ao sector da educação, bem como os prestadores de serviços destinados a idosos. Destaque ainda para a área dos estabelecimentos recreativos – os empresários de Macau vão poder fazer negócio na Ilha da Montanha. Mas fica a garantia do secretário para a Economia e Finanças: nestes estabelecimentos recreativos não cabe o sector do jogo.

 

Com a assinatura deste novo suplemento ao CEPA, 93 por cento dos 160 sectores de serviços da China já foram liberalizados a Macau.