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Marionetas em S. Lázaro e fadistas no Lusitanus
Sábado, 23/06/2012

A Casa de Portugal gostaria de instalar o futuro Museu das Marionetas no Bairro de São Lázaro, revelou Amélia António no Rádio Macau Entrevista. A presidente da associação considera que o museu ficava muito bem nas antigas instalações do Tribunal Superior de Justiça. “Ficava muito bem enquadrado naquela zona e permitia que o museu, que não se pretende que seja grande, funcionasse ali bem, com áreas de formação e de arquivo”, explica.

 

A presidente da Casa de Portugal revelou ainda que parte do espólio das marionetas de Elisa Vilaça vai ser exposto em Agosto, na galeria do Instituto Cultural no Tap Seac.

 

Quanto ao espaço Lusitanus, Amélia António promete mais animação. Até ao final do ano, deve ter uma fadista profissional a animar as noites. “A ideia é poder trazer por vários períodos vozes que estão a ser lançadas – hoje há muita gente jovem no fado em Portugal. Só que isso é um projecto que tem um custo complicado”, disse, recordando que, além do pagamento aos artistas, há ainda que ter em conta os custos das estadias e as viagens “Quando se começa a somar isso tudo, começa a ser um investimento. Mas penso que ainda este ano conseguiremos ter alguma voz no Lusitanus por alguns períodos.”

 

Amélia António disse ainda que a Casa de Portugal espera ter este ano um apoio da Fundação Macau na ordem dos 7,5 milhões de patacas – ou seja, um valor não inferior ao de 2011. “Acredito, face ao trabalho desenvolvido e aos projectos que nos propusemos realizar e que realizámos, que não irá baixar. No ano passado foram 7,5 milhões – com menos do que isso não conto. É evidente que pedi mais, porque há mais projectos a fazer”, adiantou. A proposta para este ano era superior a 11 milhões de patacas, “porque normalmente o corte é na ordem dos 40 por cento”.

 

Amélia António falou ainda sobre a Festa da Lusofonia: defende que o certame deve continuar a realizar-se nas Casas-Museu da Taipa, mas gostaria de ver um programa mais vasto, com uma aposta na divulgação de poetas, escritores e músicos da Lusofonia.

 

No que toca ao futuro da Casa de Portugal, a presidente diz que não está disponível para mais um mandato. Chegou a hora de sair, afirma, frisando que os dirigentes não devem ficar muitos anos nos cargos. “Acho que é tempo de outras pessoas tomarem as posições de maior responsabilidade. Há uma coisa que me faz impressão em Macau: as instituições viverem eternamente com as mesmas pessoas, porque acho que isso, a certa altura, as paraliza, deixam de ter rasgos novos, ambições novas, novas ideias. Chegou o momento de mudar – é a minha convicção”, remata.

 

O programa Rádio Macau Entrevista está já disponível neste site. Pode ser ouvido também na segunda-feira, às 10h30.