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Amélia António: Junho deve ser o mês de Portugal
Sábado, 23/06/2012

Amélia António considera que a en-Cantos, a quinzena portuguesa que está a decorrer, foi um passo positivo, mas necessita de algumas alterações. A presidente da Casa de Portugal em Macau, uma das entidades envolvidas na iniciativa, gostaria que em 2013 houvesse um ‘mês de Portugal’.

 

“Há vários aspectos a rever. Na minha opinião pessoal – não sei o que pensam os outros intervenientes –, deveria eventualmente estender-se um pouco mais. Em vez de ser uma quinzena ser, por exemplo, um mês, mas com intervalos entre os eventos”, sugere Amélia António, convidada desta semana do programa Rádio Macau Entrevista.

 

A presidente da Casa de Portugal em Macau diz que não espera muito da visita do ministro Paulo Portas ao território, sublinhando que Portugal olha agora mais para a RAEM por razões económicas.

 

Lança ainda críticas aos que considera muito patriotas e mais papistas que o Papa. Em Macau, “há mais lusofonia nos discursos do que na prática”, acusa, pois as orientações dos governos de Macau e de Pequim “são muitas vezes desrespeitadas pelos dirigentes dos serviços públicos”.

 

“Os critérios das pessoas que estão nos locais muitas vezes não espelham a orientação do Governo – quer do de Macau, quer do Governo Central –, isso é uma coisa que sentimos”, afirma, salientando porém que, ao nível do Executivo, “a vontade de apoiar e de ver as coisas andar é manifesta”.  

 

Como exemplo dos problemas ao nível dos serviços, Amélia António dá a questão da residência – há “jovens que estão cá a pretender trabalhar, com habilitação e pessoas interessadas no trabalho deles”, com processos pendentes “durante seis e sete meses.”

 

A defesa da língua portuguesa também enfrenta dificuldades: “Há muitos orgulhos, há muitas deficiências e muitas vezes, em sítios e departamentos onde não devia acontecer, não há informação bilingue. Isso muitas vezes torna o funcionamento extremamente difícil”.

 

O programa Rádio Macau Entrevista está já disponível neste site. Pode ser ouvido também na segunda-feira, às 10h30.

 

Amélia António considera que a en-Cantos, a quinzena portuguesa que está a decorrer, foi um passo positivo, mas necessita de algumas alterações. A presidente da Casa de Portugal em Macau, uma das entidades envolvidas na iniciativa, gostaria que em 2013 houvesse um ‘mês de Portugal’.

 

“Há vários aspectos a rever. Na minha opinião pessoal – não sei o que pensam os outros intervenientes –, deveria eventualmente estender-se um pouco mais. Em vez de ser uma quinzena ser, por exemplo, um mês, mas com intervalos entre os eventos”, sugere Amélia António, convidada desta semana do programa Rádio Macau Entrevista.

 

A presidente da Casa de Portugal em Macau diz que não espera muito da visita do ministro Paulo Portas ao território, sublinhando que Portugal olha agora mais para a RAEM por razões económicas.

 

Lança ainda críticas aos que considera muito patriotas e mais papistas que o Papa. Em Macau, “há mais lusofonia nos discursos do que na prática”, acusa, pois as orientações dos governos de Macau e de Pequim “são muitas vezes desrespeitadas pelos dirigentes dos serviços públicos”.

 

“Os critérios das pessoas que estão nos locais muitas vezes não espelham a orientação do Governo – quer do de Macau, quer do Governo Central –, isso é uma coisa que sentimos”, afirma, salientando porém que, ao nível do Executivo, “a vontade de apoiar e de ver as coisas andar é manifesta”.  

 

Como exemplo dos problemas ao nível dos serviços, Amélia António dá a questão da residência – há “jovens que estão cá a pretender trabalhar, com habilitação e pessoas interessadas no trabalho deles”, com processos pendentes “durante seis e sete meses.”

 

A defesa da língua portuguesa também enfrenta dificuldades: “Há muitos orgulhos, há muitas deficiências e muitas vezes, em sítios e departamentos onde não devia acontecer, não há informação bilingue. Isso muitas vezes torna o funcionamento extremamente difícil”.

 

O programa Rádio Macau Entrevista está já disponível neste site. Pode ser ouvido também na segunda-feira, às 10h30.