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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 22/06/2012

O relatório do Comissariado de Auditoria sobre a Fundação Macau faz hoje a manchete de jornais em língua portuguesa, inglesa e chinesa. O golo de Ronaldo é comemorado nalgumas primeiras páginas. Já na imprensa de Hong Kong, destaque para a primeira grande derrota política do Chefe do Executivo eleito. C.Y. Leung viu a sua proposta de reestruturação do Governo ser chumbada pelo Conselho Legislativo.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Ou Mun e Va Kio)

 

“Polícia Judiciária deteve quatro pessoas num esquema de pirâmide”, escreve o Va Kio. Os suspeitos são acusados de fraude, por terem vendido sumos que eram apresentados como sendo remédios contra o cancro. O jornal avança que 96 pessoas foram enganadas, num crime de fraude que terá rendido 460 mil patacas. Mais dois casos de polícia na primeira página do Va Kio, ambos relacionados com estupefacientes: no primeiro, três indivíduos de Hong Kong foram detidos, sendo que um deles traficava droga; no outro caso, o suspeito é relações públicas de um casino e foi alegadamente encontrado pelas autoridades quando transportava, na roupa interior, 45 doses de quetamina.

 

No jornal Ou Mun, destaque para o relatório do Comissariado de Auditoria sobre a Fundação Macau. O comissariado diz que a fundação não está a fiscalizar convenientemente as associações que recebem subsídios. Espaço também na primeira página do Ou Mun para o novo terminal marítimo da Taipa, que o Chefe do Executivo visitou. Quanto ao outro terminal marítimo, o do Porto Exterior, o jornal diz que a população ficou satisfeita com a notícia divulgada esta semana acerca da manutenção da estrutura.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi dá conta dos esforços do Ministério Público para combater os casos em que prostitutas são obrigadas ao consumo de drogas. Outro tema que marca hoje a actualidade: as estatísticas sobre os empréstimos hipotecários de Abril divulgadas esta manhã pela Autoridade Monetária de Macau.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

A inflação está em foco no Business Daily, que decidiu fazer contas às despesas das famílias. O preço dos tomates subiu 85,5 por cento no mês passado, a carne aumentou 22,7 por cento e o arroz tailandês, um produto muito consumido pelas famílias locais, custa agora mais 9,7 por cento. O jornal destaca também na primeira página um artigo em que dá conta do estado a justiça em Macau: o sistema judicial está entupido com casos e só metade dos que entram nos tribunais chegam a ser julgados no mesmo ano. Harry Wang Chao, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, avisa que a impossibilidade de as pessoas terem acesso a uma justiça atempada é uma causa de instabilidade social.

 

O Macau Post Daily puxa para manchete um caso de polícia: quatro indivíduos são acusados de fraude por alegadamente terem vendido bebidas contra o cancro. Doze garrafas do produto custavam 4800 patacas. Também na primeira página do Macau Post, as conclusões de um relatório do Comissariado de Auditoria, que critica a Fundação Macau por não fiscalizar de forma eficaz o modo como são gastos os subsídios que atribui às associações locais.

 

O tema está também na primeira página do Macau Daily Times. A auditoria à Fundação Macau é a notícia principal da edição de hoje do matutino em língua inglesa, que reserva espaço no destaque com fotografia para a construção do resort da Melco Crown.   

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Gigantes!”, escreve o Jornal Tribuna de Macau em título, para uma fotografia em que Cristiano Ronaldo comemora o golo da vitória de Portugal frente à República Checa. Na manchete, o tema do dia: “Verbas da Fundação Macau ‘sem rigor’”. No topo da página, destaque para Ana Paula Laborinho, que diz que o concurso para o Instituto Português do Oriente “arranca entre uma e duas semanas”.

 

O Hoje Macau abre espaço na primeira página para a polémica em torno do Clube Náutico. “Casas nem pensar”, lê-se em título. O Clube Náutico disse ontem que ainda seria possível alterar o contrato de concessão, explica o jornal, mas a Direcção de Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes reforçou a sua posição, vincando que as “habitações estão fora de questão”. Outras chamadas na primeira página: “Executivo desmente relatório norte-americano” e “Fundação Macau acusada no uso de subsídios”.

 

Cristiano Ronaldo está em destaque no Ponto Final, que publica uma fotografia do capitão da selecção portuguesa, com o título “Matador”. A manchete faz-se com o relatório do Comissariado de Auditoria sobre a Fundação Macau: “Subsídios sem governo”.

 

Porque hoje é sexta-feira, publica-se O Clarim. “Centro diplomático em Macau”, lê-se no título principal do semanário católico. Chamada também na primeira página para Casimiro Pinto, que fala sobre a Voz Plural – Gentes de Macau: “Nem sei se é preciso unir”. Noutro destaque, “São Lázaro pede religiosidade”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O China Daily dá destaque à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. “Rio ‘reflecte esforços das nações em desenvolvimento’”, diz o primeiro-ministro chinês. Wen Jiabao defende que os países devem poder escolher o caminho que pretendem fazer para o crescimento sustentável. Ainda na primeira página do jornal pertencente ao grupo Diário do Povo, a chamada para um artigo sobre o mercado de aluguer de automóveis na China.

 

O Standard escolhe para assunto principal da edição de hoje a polémica entre o Conselho Legislativo de Hong Kong e o futuro Chefe do Executivo. “Exército do comandante vai ser menor”, lê-se em título. C.Y. Leung não conseguiu luz verde para avançar com o plano de reorganização da equipa governativa, que assume funções já a 1 de Julho.

 

O South China Morning Post também destaca a derrota de C.Y. Leung: a fotografia da primeira página mostra o deputado democrata Cheung Man-kwong a festejar a votação com os colegas de bancada. O plano de restruturação foi chumbado por apenas um voto. O Chefe do Executivo eleito é ainda tema de outra notícia na capa do matutino: C.Y. Leung pediu desculpa por ter feito obras ilegais na casa que tem no Peak. A estrutura ilegal já foi demolida, explica o South China, que publica duas fotografias em que se vêem estas alterações.