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Residentes querem túnel entre Macau e a Taipa
Terça, 19/06/2012

A população de Macau está preocupada com a qualidade de vida, o ambiente e o trânsito no território – e quer que estas questões sejam tidas em conta nos novos aterros. Esta é uma das conclusões da análise às opiniões manifestadas durante a segunda fase do processo de auscultação pública sobre as cinco zonas que Macau terá no futuro.

 

A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) recebeu 870 textos sobre as cinco zonas que Macau vai ter quando os aterros estiverem concluídos. Lao Iong, chefe do Departamento de Planeamento Urbanístico da DSSOPT, admite que a melhoria da qualidade de vida “é uma expectativa da sociedade”. “Nós, como técnicos de concepção e de planeamento urbanístico, quando temos por missão planear uma cidade, queremos que seja habitável e condigna”, acrescentou.

 

Entre as opiniões manifestadas, destaque para a necessidade de as construções nos aterros respeitarem o ambiente e garantirem a circulação de ar. Os auscultados são a favor da criação de um corredor verde e de ciclovias. Muitas das pessoas que escreveram à DSSOPT defendem a necessidade de se respeitar o património e estão contra construções que tapem a península. Os edifícios planeados para as duas principais zonas dos aterros são demasiado altos, dizem também. Lao Iong assegura que estas preocupações vão ser encaminhadas para a equipa que terá como missão definir os planos em pormenor dos novos aterros.

 

Noutras áreas, os residentes alertam para a grande densidade demográfica de Macau e deixam a mensagem: é preciso equilíbrio entre a quantidade de moradores, habitação e instalações de apoio. Consideram ainda ser necessária a construção de mais equipamentos destinados à terceira idade e a actividades culturais.

 

O plano para os aterros está a ser concebido sem que haja ainda um plano geral para a cidade. Sobre o carácter vinculativo do plano, Lao Iong garante que não há motivo para se recear, no futuro, construções à revelia da lei. “Quando há projectos em que muitas pessoas se envolvem – como é o caso deste plano director, com tanta participação da população –, independentemente de nascer antes do planeamento urbanístico ou depois da lei de planeamento urbanístico, o Governo vai fazer uma regulamentação rigorosa”, afiançou.

 

Esta tarde, ficou também confirmado que no aterro já construído entre a Deusa Kun-Iam e a Torre de Macau vão ser construídos os edifícios para todos os tribunais e Ministério Público, assim como a nova sede dos comissariados contra a Corrupção e de Auditoria, e o edifício dos Serviços de Polícia Unitários – projectos que foram desenhados por arquitectos portugueses. O planeamento concreto e a construção devem avançar em 2013.

 

Até ao final do ano, vai ser dado início à terceira fase da consulta pública sobre os novos aterros.