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Acidentes nucleares: "Comunicação pode melhorar"
Segunda, 18/06/2012

As autoridades de Macau têm capacidade para dar resposta ao impacto de um acidente nuclear ocorrido em regiões vizinhas. A ideia foi deixada hoje na reunião que serviu para fazer o balanço de um simulacro realizado na passada sexta-feira. O exercício envolveu uma dúzia de serviços públicos.

 

O acidente simulado serviu para tirar algumas conclusões. Os Serviços de Meteorologia e Geofísica já decidiram reforçar as medições dos níveis de radiação tanto no solo, como no ar. A direcção de serviços vai ainda desenvolver relações mais próximas com as autoridades do Continente, para a formação técnica e de pessoal.

 

A participação de vários serviços públicos no simulacro tem que ver com as diferentes funções desempenhadas: em caso de acidente nuclear na vizinhança, compete, por exemplo, aos Serviços de Saúde a instalação dos aparelhos de medição de radiações nas fronteiras. Já os Serviços de Alfândega têm de controlar a qualidade dos produtos importados.

 

O exercício, que durou quatro horas, foi feito no quartel do Corpo de Bombeiros. Para o final do ano está já agendado outro simulacro. O chefe do grupo de acidentes nucleares espera que no próximo exercício possa ser melhorada a comunicação entre os vários serviços públicos envolvidos.

 

Cheang Seng Chio, responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança, marcou trabalho de casa. “Espero que, no próximo simulacro, todos os departamentos envolvidos conheçam melhor as suas responsabilidades e funções. Caso haja necessidade, esses departamentos devem fazer uma preparação melhor, por exemplo na formação de pessoal ou na aquisição de equipamentos adequados para ajudar à realização desse simulacro”, disse.

 

O exercício não envolveu a deslocação de civis ou o auxílio a vítimas – as autoridades consideram que se trata de um cenário muito pouco provável, caso haja um acidente nuclear nas redondezas. Ainda assim, estes exercícios têm importância, salientou Cheang Seng Chio: “Embora Macau não esteja perante uma grande ameaça, porque as centrais nucleares estão longe do território, prevenir é a melhor solução”.

 

A central nuclear mais próxima de Macau – o complexo de Daya Bay, na província de Guangdong – fica a 120 quilómetros do território. As autoridades da RAEM e da China têm um mecanismo de comunicação para o caso de haver acidentes. Desde 2008 que Macau tem definidas regras de actuação para desastres nucleares.