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Albano Martins prevê crescimento de 13 por cento
Sábado, 16/06/2012

O economista Albano Martins, convidado desta semana do “Rádio Macau Entrevista”, considera que o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau vai registar este ano um crescimento de 13 por cento. Ainda assim, o economista admite como realistas as previsões do Chefe do Executivo, que falou num crescimento do PIB de apenas um dígito.

 

“Se não forem lançadas novas obras, é razoável pensar que o crescimento da economia, na melhore das hipóteses, deve situar-se entre os 10 e os 15 por cento. Eu aponto para os 13 por cento. A Universidade de Macau falou em 18 por cento e a Economist Intelligence Unit avançou primeiro com 15 por cento, mas fez uma revisão para 9,8 por cento, e o Governo aponta para um dígito. É o cenário base, mas não me parece que esteja longe disso. Vamos ver quem vai ganhar a aposta”, disse no “Rádio Macau Entrevista”.

 

Albano Martins reconhece que, num ano em que  a Formação Bruta de Capital Fixo (investimento) e o consumo interno não devem ter grandes aumentos, continuará a ser o jogo a determinar o crescimento da economia.

 

Quanto à inflação, Albano Martins admite que pode ultrapassar os seis por cento. “Poderá ficar entre o valor do ano passado (5,81 por cento) e pouco mais de seis por cento. As estimativas da Economist Intelligence Unit de que a inflação em 2012 seria de 4,2 por cento são no mínimo um disparate. Com os dados disponíveis até Abril era preciso que o Índice de Preços do Consumidor até ao final do ano decrescesse, em média, 0,275 por cento, entrar em deflação. Isto é absurdo”, considerou.

 

Relativamente à questão da indexação do dólar de Hong Kong ao dólar norte-americano, debate lançado esta semana pelo antigo presidente da Autoridade Monetária de Hong Kong, Albano Martins não tem dúvidas: “A indexação vai desaparecer. Naturalmente. A actual situação está a criar problemas de inflação a Hong Kong e protege apenas os investidores do exterior. A pataca vai continuar ligada ao dólar de Hong Kong, embora mais tarde possa ficar indexada ao renminbi. Se o dólar de Hong Kong flutuar, a pataca vai flutuar da mesma forma, a não ser que haja intervenção das autoridades centrais a ditar o que a pataca deve fazer”.

 

O programa Rádio Macau Entrevista está já disponível na nossa página da Internet e pode ser ouvido também na próxima segunda-feira, às 10h30.