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Albano Martins: “Tudo por fazer” nos direitos dos animais
Sábado, 16/06/2012

O líder da ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais lança fortes críticas à secretária para a Administração e Justiça no que se relaciona com a protecção dos animais. Convidado do jornalista Gilberto Lopes da edição desta semana do Rádio Macau Entrevista, Albano Martins disse que “a secretária para a Administração e Justiça não tem agenda para os animais”, frisando que está tudo por fazer em Macau. “Nada justifica que esteja tudo para fazer e grande parte do que falta estava previsto em 2001 quando foi criado o IACM”, adianta, sublinhando que, em Macau, qualquer pessoa pode ser veterinário e as lojas de venda de animais não estão regulamentadas. “As lojas de venda de animais injectam montanhas de animais no mercado. Esses animais são colocados no mercado sem licença, elas não são obrigadas a licenciar os animais antes de serem vendidos, coisa que não acontece em qualquer parte do Mundo. Em Singapura, por exemplo, isso não é possível. Os microchips são só colocados pelo Governo quando o animal é licenciado, quando deviam ser colocados em qualquer outro estabelecimentos. Os veterinários não são licenciados, qualquer pessoa pode ser veterinário em Macau. As lojas de vendas de animais não estão reguladas“, acrescenta.

E vai mais longe: “Não há nada que proteja os animais. Os animais podem ser comidos em Macau com ridículas taxas de penalização que vão de 20 a 200 patacas. As pessoas pagam a multa e podem comer cães, gatos e outras espécies, incluindo os pandas. Os pandas ainda pior. Não há lei que proteja os pandas. Os pandas podem, pura e simplesmente, ser comidos por qualquer cidadão e nem multa se paga!”. E avança com um alerta no que diz respeito à vacinação contra a raiva. “Há um perigo de saúde pública, na medida em que a raiva é endémica na China. Muitos animais continuam a ser contrabandeados para Macau”.

 

Albano Martins diz, ainda, que o Governo deve intervir no caso do Canídromo, onde se realizam as tradicionais corridas de galgos. “Governo e Canídromo  devem estudar uma maneira de resolver a situação. A ANIMA acredita que se deve reduzir o número de galgos importados”, de modo a resolver uma questão que está a prejudicar o bom nome de Macau e evitar o abate de um elevado número por mês, como acontece agora.

 

O programa Rádio Macau Entrevista está já disponível na nossa página da Internet e pode ser ouvido também na próxima segunda-feira, às 10h30.