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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 15/06/2012

Corrupção e a polémica no Clube Náutico são temas em destaque na imprensa de língua portuguesa de Macau. Já nos jornais em inglês, destaque para o salário mínimo, o património e as visões de Pequim sobre a democracia na RAEM. Na imprensa de língua chinesa, são vários os casos de polícia. Temas para conhecer aqui, com a Rádio Macau.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Ou Mun e Va Kio)

 

O Va Kio tem hoje uma primeira página marcada por casos de polícia. Um deles diz respeito ao tráfico de heroína, através de correio – o diário conta que terá sido o uso do telemóvel a deixar pistas que levaram as autoridades do posto fronteiriço das Portas do Cerco a desvendar o caso.

 

Ainda na área da criminalidade, destaque para a detenção de um homem suspeito de explorar ilegalmente uma loja de Mahjong. O Va Kio alude também ao julgamento do médico do cantor de Hong Kong Joventino Couto Remotigue, que está a decorrer no Tribunal Judicial de Base.

 

Noutros temas, nove empresas concorrem às obras de arruamentos da Av. Marginal do Patane e “Grupo de Coordenação da Segurança Alimentar diz que ainda não foram detectados em Macau produtos da China com problemas”.

 

Os mesmos casos de segurança alimentar e das obras na Av. Marginal do Patane merecem destaque na edição de hoje do Ou Mun. O jornal noticia ainda o alerta do deputado Lee Cheong Cheng, que entende que Macau enfrenta um “período negro” de trânsito, com grandes problemas de engarrafamento.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi noticiou esta manhã que o Ministério Público concluiu a investigação sobre o caso de uma burla numa empresa, no valor de oito milhões de patacas. Em causa está a alegada falsificação de assinaturas em cheques por parte de uma funcionária da caixa.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Medo de ser preso” é a manchete do Ponto Final de hoje, que conta que o director executivo da Waterleau “não vai pôr os pés em Macau, com medo de ser detido”. Em declarações a uma publicação belga, Lu Vriens nega ter pago subornos a Ao Man Long para os contratos das ETAR – Estações de Tratamento de Águas Residuais – de Coloane e do Parque Tranfronteiriço. Mas diz ter pago comissões ao empresário Pedro Chiang.

 

O Ponto Final publica também uma entrevista à secretária-geral adjunta do Fórum Macau. Rita Santos está em Cabo Verde para participar num encontro entre empresários chineses e lusófonos e diz que “tudo é possível”.

 

O Jornal Tribuna de Macau revela que há “casas no La Scala ainda à venda”, apesar da indefinição sobre qual a decisão que o Governo vai tomar em relação aos terrenos, comprados pela Chinese Estates Holding num acto que envolveu corrupção, de acordo com o Tribunal de Última Instância. O diário ouviu consultores imobiliários e conta que algumas das pessoas que ali compraram um apartamento de luxo já começaram a negociar com o promotor o adiamento do pagamento de parte do acordado por contrato.

 

Noutro título com honras de capa, pode ler-se que “o Governo recusou licença a centro de apoio a crianças”. A Associação para o Desenvolvimento Infantil de Macau encontrou um espaço para o novo centro, mas o Executivo rejeitou emitir a licença para serviços sociais, por se tratar de um edifício industrial.

 

No Hoje Macau, destaque para as declarações de Ng Kin Wai, dono da empresa Yang Kwong, que denuncia dirigentes do Clube Náutico: “São aproveitadores.” O empreiteiro de construção civil está em tribunal para reaver 18 milhões de patacas, que diz ter gasto numa garantia bancária e nas fundações da obra para a qual foi contratado.

 

Noutro tema desta edição de sexta-feira do Hoje Macau, “viagens de Chang Hexi envoltas em polémica”. No primeiro semestre, o secretário-geral do Fórum Macau organizou dez viagens de delegações da RAEM, durante o primeiro semestre, mas há quem diga que se gasta demasiado para os resultados apresentados. Em declarações ao diário, alguns deputados defendem que o Comissariado da Auditoria deve estar atento a qualquer abuso.

 

Porque hoje é sexta-feira, também O Clarim está nas bancas. Na manchete, o semanário escreve que Aristides de Sousa Mendes está “nos corações de Macau” – em causa uma petição na internet para salvar a casa do diplomata. O jornal recorda que o cônsul português em França, ao serviço do Estado Novo, salvou mais de 30 mil judeus da perseguição dos nacionalistas alemães, em 1940.

 

Noutros títulos d’O Clarim, “Bispos rezam a Escrivá de Balaguer”, “trânsito: carros, motas, piores estradas” e “vendas sem controlo: PSP impotente”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O património está em destaque esta sexta-feira no Macau Post Daily. O jornal revela as preocupações de um urbanista e de um inquilino sobre o futuro de 12 vivendas de estilo português, na Avenida Coronel Mesquita. É a reacção ao anúncio do Governo de que iria reaver uma série de casas nesta rua e também na Estrada de Coelho do Amaral. O Executivo garantiu que os lotes não seriam entregues ao sector privado, mas antes incluídos na reserva de terrenos.

 

Ainda na primeira página do Macau Post Daily, podemos ler o apelo da Associação Novo Macau ao Governo para que transforme as habitações económicas de um só quarto em habitações sociais.

 

O salário mínimo dita a manchete do Business Daily. O jornal considera que a confusão em torno da questão continua, porque não há consenso no Conselho Permanente de Concertação Social e o estudo encomendado pelo Governo ainda não arrancou.

 

O director executivo da Waterleau NV Group “não arrisca regresso a Macau” por receio de ser detido no âmbito de casos ligados ao caso Ao Man Long. Isto apesar de Lu Vriens ter negado ter feito qualquer suborno ao antigo secretário para os Transportes e Obras Públicas.

 

No Macau Daily Times de hoje, o grande destaque da capa vai para as previsões de um académico chinês, que ontem deu uma palestra no território: “Pequim deverá permitir mais democracia em Macau do que em Hong Kong.”

 

O jogo é outro dos assuntos em foco nesta edição de sexta-feira do Macau Daily Times, com o jornal a dar conta das intenções da Wynn em ponderar aumentar o empréstimo do casino para 2,5 mil milhões de dólares americanos.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

Os direitos humanos fazem hoje a manchete do South China Morning Post: “Nova investigação à morte do activista do 4 de Junho.” O diário explica que as autoridades provinciais chinesas cederam à pressão da opinião pública e admitiram não acreditar mais que Li Wangyang se tenha suicidado no hospital ou que a sua morte tenha resultado de um acidente.

 

O jornal destaca ainda as declarações do Chefe do Executivo de Hong Kong a propósito do seu próprio comportamento. Perante os deputados, Donald Tsang garantiu estar “completamente limpo”, ou seja, não ter realizado ultimamente quaisquer viagens em iates ou jactos privados com amigos magnatas, devido à polémica que essas atitudes geraram no passado.

 

A Grécia é “porta de entrada para a China”, escreve o China Daily hoje em manchete. O diário publica um exclusivo com Vyron Polydoras, o porta-voz do parlamento grego, que insiste que Atenas pertence à Zona Euro.

 

Ainda no China Daily, destaque para o que o jornal chama dos “exercícios de paz”, promovidos no Tajaquistão pela Organização de Cooperação de Shanghai, que envolve vários países. Destaque também para a aventura espacial da China: “Austronautas americanas desejam boa sorte às colegas chinesas.”

 

No The Standard, são também as declarações do Chefe do Executivo a merecer o destaque da primeira página: “Tsang revela a sua infelicidade.”