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Director da Fac. deve saber Direito de Macau e português
Sábado, 09/06/2012

Em véspera do 10 de Junho, Frederico Rato lança um olhar sobre a comunidade portuguesa. No Rádio Macau Entrevista, o também advogado considera que a “comunidade portuguesa está a renovar-se” e que a chegada de “sangue jovem” está a enriquecer a  comunidade portuguesa e a sua vivência. Esse é, por isso, um “motivo de júbilo”, afirma.  Para Frederico Rato a chegada dos novos portugueses é positiva, até porque, diz, eles “são a manutenção do segundo sistema”.

 

Sobre uma possível saída de Amélia António da direcção da Casa de Portugal em Macau, Frederico Rato diz que a decisão “só cabe à própria”, mas defende que “está na altura de uma camada mais jovens tratar da gestão da Casa de Portugal”.

 

Frederico Rato critica, no programa Rádio Macau Entrevista, a falta de um planeamento urbanístico em Macau. A falta de leis de planeamento originou, na sua opinião, atentados “gravíssimos”. E porquê? “Porque não havia regras. Não havia regras, havia favores”, afirma.

 

O advogado espera que Coloane possa ter um tratamento diferenciado, com um plano pormenor próprio que “leve à sua preservação”.

 

Quanto à Justiça, Frederico Rato considera que os tribunais de Segunda e Última Instância têm uma capacidade de resposta “satisfatória”. Já o Tribunal de Base “pode sofrer de algum entulhamento e também de alguma inexperiência de alguns magistrados, mas não de todos”. Ainda assim, o advogado diz não ter dúvidas que são precisos mais juízes para os tribunais de Macau, incluindo também o de Última Instância.

 

No Rádio Macau Entrevista, Frederico Rato considera uma “contradição” que o novo Director da Faculdade de Direito não domine a língua de Camões. “Custa crer como é que um Director pode gerir uma Faculdade de Direito sem ter um rudimento de uma das línguas oficiais”, afirma.

 

O advogado mostrou-se ainda preocupado com a qualidade dos docentes e o próprio desenvolvimento curricular, defendendo que este deve ser “adaptado, corrigido e flexibilizado” às necessidades que se vão pondo. Até porque, diz, o Direito não deve ser uma realidade estática mas dinâmica.