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Frederico Rato contra sufrágio indirecto
Sábado, 09/06/2012

Frederico Rato entende que se “podia ter ido mais longe” no que toca à reforma política. No entender do advogado, esta “podia ter sido uma excelente oportunidade para ser um pouco mais ousado”. No programa Rádio Macau Entrevista, Frederico Rato confessou que a “fórmula 2+2+100” não o satisfaz “inteiramente” como cidadão.

 

O advogado mostra algumas reticências quanto ao sufrágio indirecto que, na sua opinião, devia ver a base de votantes alargada. Para o advogado, não se devia aumentar o número de deputados pela via indirecta, enquanto não forem afinados os mecanismos do sufrágio indirecto e sem que haja uma democratização do processo.

 

Frederico Rato defende também que as associações devem realizar assembleias-gerais para decidir que candidaturas e candidatos apoiar. Para o advogado, o “sufrágio indirecto enquanto estiver como está é absolutamente rejeitável” e diz que as escolhas deviam ser melhor equilibradas.

 

Frederico Rato avalia o desempenho de Fernando Chui Sai On em 7,5, numa escala até dez. O Chefe do Executivo é “um homem calmo e sereno” que “não faz grandes fogos de artifícios” e que, por isso, não tem vindo a surpreender.

 

Quanto aos secretários, Frederico Rato considera que uma qualquer alteração “não é uma panaceia para o Governo”, defendendo que se “deveria dar mais ânimo e dinamismo ao Governo” com a “criação de objectivos mais ousados”. Tal ousadia, adianta, devia ser dada através de “projectos de ponta”.