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Leonel Alves nega acusações do Wall Street Journal
Sexta, 08/06/2012

Leonel Alves diz que acusações do Wall Street Journal são falsas. É “absolutamente mentira”, reagiu o advogado em declarações à Rádio Macau. Alves afasta as acusações feitas na edição de hoje do jornal norte-americano, que diz que o advogado foi o intermediário de uma “figura influente” de Pequim, que pediu à Sands um pagamento de 300 milhões de dólares para que fossem resolvidos “assuntos pendentes” da operadora.

 

Nas declarações à Rádio, Leonel Alves começa por escolher uma expressão em inglês para adjectivar o conteúdo do artigo do Wall Street Journal: é um “absolute nonsense”, diz, resumindo uma ideia que, em português, se divide em vários pontos.

 

O advogado afirma que o conteúdo do artigo é “absolutamente falso”, acrescentando que o texto em causa “é completamente descontextualizado”. Depois, Leonel Alves não hesita em afirmar que “há uma motivação por trás” que diz desconhecer e assegura que “elucidou as autoridades competentes”. “Tenho a consciência mais do que tranquila”, remata.

 

O Wall Street Journal diz que a proposta da figura “influente” de Pequim foi transmitida por Leonel Alves a Steve Jacobs através de dois emails. O jornal assegura ter lido a correspondência e refere que, além dos apartamentos do COTAI, a proposta que o advogado terá transmitido iria também permitir à Sands pôr um ponto final num processo judicial contra a operadora, uma queixa de um empresário de Taiwan que alega ter ajudado a Sands a obter a licença de jogo em Macau e que pede uma compensação.

 

Na altura em que terá sido trocada esta correspondência, Steve Jacobs era ainda administrador executivo da Sands China. Recordo-se que, em 2010, Jacobs foi despedido, sendo que há um processo a correr na justiça norte-americana contra a empresa de Sheldon Adelson.

 

Entre os vários argumentos usados por Steve Jacobs, está precisamente Leonel Alves: o antigo administrador executivo alegou que o advogado representava “sérios riscos” para a Sands por causa das ligações que tem ao poder em Macau.