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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 05/06/2012

Um caso de polícia que envolve uma falsa ameaça de bomba, o plano de habitação pública e um eventual acordo entre Governo e Sands China dominam hoje a imprensa em língua chinesa e inglesa de Macau. Na emissora da rádio em chinês, fazem eco as declarações da directora da Escola Sagrada Família sobre a qualidade da alimentação vendida à porta das escolas. Na imprensa em português, os destaques vão para a denúncia de Pereira Coutinho sobre adjudicações directas a construtores ignorando arquitectos, o Tribunal de Segunda Instância que tira razão a Francis Tam e a meta para os novos estatutos da Fundação da Escola Portuguesa.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

Na manchete da edição desta terça-feira do Jornal Ou Mun dá-se destaque ao caso de “um homem da China que foi detido”. Tudo se passou no Venetian – um indivíduo fez uma ameaça de bomba para roubar uma hóspede do hotel. Ainda conseguiu deitar a mão a pouco mais de 40 mil patacas, mas a mulher barricou-se no quarto e o assaltante acabou por ser apanhado.

 

Na primeira do Ou Mun, espaço ainda para destacar o plano de habitação pública do Governo: as habitações económicas representam “48 por cento” do total do plano.

 

Chamada à primeira página para outro caso de polícia: uma briga entre dois irmãos que acabou numa tentativa de suicídio por parte de um dos jovens, convencido do contrário por bombeiros e familiares.

 

Finalmente, o Ou Mun noticia, ainda, que começam em breve obras de melhoramento do tabuleiro inferior da Ponte Sai Van.

 

No jornal Va Kio, “homem de Shanxi ameaça com bomba hóspede do Venetian – sobre este caso, que acabou na detenção do homem, o Va Kio destaca que a “PJ foi inteligente e corajosa e desvendou rapidamente o caso de sequestro”.

 

Em foco também o plano de habitação pública – diz o título do Va Kio que o Governo “Esforça-se para a implementação das 19 mil habitações públicas” – outra notícia acrescenta que numa reserva de terreno pode ainda construir-se mais  6300 fracções.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

Na manhã informativa de hoje, a emissora em língua chinesa tem destacado a sugestão da directora da Escola Sagrada Família em que sejam retiradas as bancas de comida que funcionam à porta da escola. A Madre Lam Sok Va, directora da escola, ouvida pela rádio, diz que desde 2006 que alerta as autoridades para o problema. Em resposta, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais diz que se trata de uma questão histórica.

 

Outro tema em destaque no canal chinês da Rádio Macau: problemas com condutas da água obrigam a que seja vedada, provisoriamente, uma faixa de rodagem perto do hotel Landmark.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post destaca na manchete de hoje a “participação recorde na vigília de 4 de Junho”. A organização fala em 180 mil pessoas, dado que é entendido como “um reflexo do medo de que, em Hong Kong, a liberdade possa vir a ser apagada”. Sobre a vigília, a polícia diz que estiveram em Victoria Park “apenas 85 mil pessoas”.

 

Nesta edição, há outra notícia em destaque: “Secretário para as Finanças John Tsang avisa para perigos da economia depois de quedas no mercado bolsista”.

 

Também o jornal The Standard traz para a primeira página a vigília de 4 de Junho e fala num “Mar de velas”. Em 2010 e 2011 as vigílias contaram com 150 mil pessoas, este ano foram 180 mil.

 

O jornal oficial chinês em língua inglesa China Daily escreve na manchete que os “Seguros para estrangeiros na China vão ser simplificados” – duplas contribuições deverão acabar.

 

Em grande foco ainda o trágico acidente de aviação na Nigéria que matou centenas de pessoas – “pelo menos 6 chineses iam a bordo” do aparelho.

 

Outra notícia na primeira do China Daily: “Pequim analisa a hipótese de a Grécia abandonar a zona euro” – as consequeências do pior cenário estão a ser estudadas na capital chinesa.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

Hoje, no título principal, o Macau Daily Times destaca que “o Instituto de Habitação define uma proporção quase igual de habitações económicas e sociais” no plano de pouco mais de 19 mil fracções públicas que o Governo promete concluir até ao final do corrente ano.

 

Nesta edição, há outro tema em grande destaque, ilustrado com uma fotografia – a tradicional vigília, no Largo de São Domingos, pelas vítimas do massacre da Praça de Tiananmen que se realizou na última noite. Passaram 23 anos desde o massacre dos estudantes na capital chinesa e o Macau Daily Times escreve em título que “a vigília de 4 de Junho está a ficar cada vez mais jovem”, ou seja, há cada vez mais participantes das novas gerações, algo que os organizadores da vigília entendem como um facto positivo e que dá esperança nas gerações futuras em relação à democracia.

 

O Macau Daily Times tem, ainda, em foco uma entrevista com Nicholas Platt – diplomata norte-americano, especialista em assuntos chineses –, afirma que “China e Estados Unidos estão condenados a viver um com o outro”.

 

O Macau Business Daily faz hoje manchete com as consequências de um eventual acordo entre o Governo e a Sands China para que a operadora tenha desistido do recurso interposto no Tribunal de Segunda Instância, no qual a empresa lutava plos lotes 7 e 8 do Cotai. O acordo, avançam fontes anónimas ao jornal, será a cedência do Executivo na autorização para a operadora vender apartamentos no Four Seasons, uma pretensão antiga que tem sido negada. O jornal cita fontes anónimas afirmando que esse acordo parece inevitável e que irá trazer ao Executivo um novo problema político.

 

Mais habitação noutro título em destaque nesta primeira página – “mais habitações económicas do que o esperado” no plano da habitação pública do Governo.

 

O Macau Business Daily faz, ainda, uma chamada de atenção para a reforma política que sobe hoje de novo ao plenário da Assembleia Legislativa para votação.

 

O plano de habitação pública do Governo é o tema em maior foco na edição de hoje do Macau Post Daily Independent: “Mais de 10 mil  habitações sociais e perto de 9200 habitações económicas”.

 

Na primeira página deste jornal há mais outra notícia – “Lisboa injecta 8 mil milhões de dólares norte-americanos em 3 bancos”. O jornal explica que “um dos bancos em problemas detém o BNU” – referência para a Caixa Geral de Depósitos que, juntamente com o BCP e o BPI, vai receber injecção de capital.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Adeus traço local”, lê-se na manchete da edição desta terça-feira do jornal Ponto Final. Destaque do diário a uma interpelação escrita do deputado José Pereira Coutinho: “O desenho de Macau perde-se nas mãos de arquitectos do Continente. E a culpa é das Obras Públicas, que adjudicam projectos ‘directamente aos construtores’, denuncia Pereira Coutinho”. O jornal ouviu o presidente da Associação de Arquitectos, que pede “mais oportunidades” para os locais.

 

Na primeira página do Ponto Final, a dividir as atenções está o destaque à entrevista com Hoffman Ma, “número dois do Ponte 16”. Diz Ma que “Junkets têm papel único”, afirmação que o jornal escolhe para título no destaque à entrevista.

 

O Hoje Macau faz hoje manchete com a notícia de que “Tribunal tira razão a Francis Tam”. “Jovem acusado de crime de falsificação de documento salvo por recurso.” Trata-se de um caso, explica o Hoje Macau, em que o secretário para a Economia e Finanças “negou o pedido de renovação de residência a um rapaz maior de idade, que assim ficaria separado de pais e irmãos. O Tribunal de Segunda Instância anulou a decisão, dizendo que a separação seria dolorosa para a família e que o patrão gosta muito da eficiência dele”.

 

Nesta edição, em grande foco está, também, a reacção da Reolian à multa imposta pelo Governo no valor de 50 mil patacas: concessionária de autocarros “pondera recorrer a tribunal para não pagar”.

 

“Setembro é meta para novos estatutos da Fundação da Escola Portuguesa de Macau”, escreve na manchete o Jornal Tribuna de Macau, a propósito de uma entrevista com José Luís Sales Marques. O porta-voz da Fundação “diz que não há razões para atrasos”.

 

Ilustrada com uma fotografia, em grande destaque, surge, ainda, a vigília de 4 de Junho em Macau, “para não esquecer as vítimas de Tiananmen”.