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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 01/06/2012

O desfecho do terceiro julgamento do ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas domina hoje a imprensa que se publica no território, independentemente da língua em que é escrita. Também em Hong Kong o assunto merece destaque de primeira página. 

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Ou Mun e Va Kio)

 

Tanto o Ou Mun como o Va Kio fazem manchete com a pena agravada do ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas – ao todo, Ao Man Long passou a estar condenado a uma pena de 29 anos de prisão para cumprir. Os dois jornais dão também conta da reacção de Lau Si Io: o sucessor de Ao Man Long promete estudar o acórdão com atenção.

 

O Va Kio deixa espaço na capa para o vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Li Jinhua acredita que Macau pode definir a posição que tem no contexto regional se aproveitar as características únicas do território.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi tem estado a recordar esta manhã que as alterações à lei dos direitos de autor entram hoje em vigor. A rádio dá ainda voz às Obras Públicas, que dizem que a demolição de construções ilegais tem sido feita em articulação com os moradores dos edifícios.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Macau Daily Times faz hoje cinco anos e, na edição de aniversário, aparece de cara lavada, com um novo design e uma edição reforçada. Em manchete, o caso do ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas, com o título: “Sentença totaliza 417 anos mas Ao Man Long leva 29”. Na chamada de primeira página com fotografia, o centro de informação de segurança rodoviária: um grupo interdepartamental chegou à conclusão de que a construção do edifício no mangal junto às Casas Museu da Taipa não terá “um impacto forte” no ambiente.

 

No Business Daily, mais Ao Man Long. O diário destaca em título o facto de ter sido o terceiro julgamento – e último. Lê-se ainda que “seis anos depois de ter sido detido, o ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas foi condenado a mais seis meses de prisão”. Ainda no Business Daily, a notícia de que o Governo pode ser obrigado a pagar mais 228 milhões de patacas para recapitalizar a Companhia do Aeroporto de Macau. Os sócios minoritários não responderam à chamada feita para um novo investimento – a data limite para o fazerem terminou ontem.

 

No Macau Post Daily, o título: “Ao Man Long leva mais seis meses atrás das grades”. A ilustrar o texto, uma fotografia do antigo governante no carro celular que conduziu o antigo secretário ao Tribunal de Última Instância, onde ontem foi a lido o acórdão do terceiro julgamento a que foi sujeito. O jornal dá ainda conta de um problema que deverá afectar uma centena de computadores no próximo mês: um vírus vai impedir o acesso à Internet, diz uma empresa de consultadoria especialista em tecnologia.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

A decisão judicial do terceiro processo de Ao Man Long marca as primeiras páginas dos diários que se publicam hoje em português. O Jornal Tribuna de Macau puxa pelo tema numa chamada no canto superior esquerdo, com o título: “Mais seis meses de prisão para o ex-secretário Ao Man Long”. No Ponto Final, o assunto é tratado em falsa manchete. “Corrupção em escala”, escreve o jornal, sobre uma imagem do COTAI. Só o Hoje Macau dá ao tema importância de manchete. “Quem é o próximo?”, pergunta o diário, depois de escrever em antetítulo: “Ao Man Long culpado de nove crimes. Provada corrupção nos lotes do La Scala”.

 

Mas há outros temas em foco na imprensa de língua portuguesa desta sexta-feira. O Jornal Tribuna de Macau assinala o Dia Mundial da Criança com uma reportagem em que dá voz a apelos de associações locais: “O longo caminho da adopção”. Uma chamada ainda na capa do diário para a primeira galeria de moda a abrir em São Lázaro.

 

No Ponto Final, a manchete é dedicada ao regime jurídico de venda de fracções ainda em construção, aprovado ontem na Assembleia Legislativa. “Pré-venda sem impacto”, lê-se no título.

 

No Hoje Macau, destaque no topo da primeira página para uma entrevista a Mark Morris: “‘Obra-prima’ do bailado encerra Festival de Artes”.

 

Hoje é dia de publicação de O Clarim. O semanário católico dá espaço em manchete ao vice-presidente da Stratfor, que fala de uma “nação frágil”, com o título: “A ilha da China”. Outros temas: “Luiz Pedruco poderá não ser cabeça de lista” e “Fátima ‘rezou’ pelos católicos chineses”. O Clarim não faz qualquer referência ao desfecho do terceiro julgamento de Ao Man Long.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post destaca o “escândalo do Chefe do Executivo”, ao escrever em manchete: “Isenção para Tsang é ‘totalmente inapropriada’”. O matutino cita as conclusões de uma comissão independente que entende que o Chefe do Executivo não deve estar acima da lei. A comissão propõe que a aceitação de favores sem autorização seja punida criminalmente. Na fotografia da primeira página do South China, polícias e viaturas do Estabelecimento Prisional de Macau, incluindo o carro que levou ontem Ao Man Long de regresso à prisão. No título, lê-se que “Ao levou outros 29 anos por corrupção”, mas a notícia explica que o ex-secretário está já a cumprir 28 anos e meio de pena, agravada agora em mais meio ano.

 

Na edição de Hong Kong do China Daily, “Pequim defende interesses”. “Os Estados Unidos têm de ‘respeitar’ as preocupações legítimas da região Ásia-Pacífico”. É a reacção da China ao anúncio norte-americano de reforço da presença militar nesta área do mundo. Na fotolegenda do China Daily, Hu Jintao de lenço vermelho ao peito, rodeado de crianças – o Presidente esteve ontem numa festa em Pequim que serviu já para assinalar o Dia Mundial da Criança, celebrado hoje.

 

O Standard publica uma fotografia manipulada de Donald Tsang com um colar de flores ao pescoço, para a notícia da auditoria feita às despesas do Chefe do Executivo de Hong Kong. O jornal destaca que o ainda líder do Governo mudou uma reserva no Hilton Waikiki Beach Hotel para uma suite presidencial com vista para a montanha, que custou o dobro do quarto inicialmente reservado.