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Cultura mongol assinala Dia do Património Cultural da China
Terça, 29/05/2012

O Instituto Cultural (IC) apresentou hoje o cartaz para as comemorações do Dia do Património Cultural da China. Este ano, Macau associa-se à data – 9 de Junho – com uma série de eventos sobre a Mongólia Interior. O Ministério da Cultura da República Popular da China propôs o tema e Macau fica a ganhar com a escolha, garante o vice-presidente do IC. “A Mongólia Interior tem recursos naturais e património cultural intangível muito ricos”, realça Leung Hio Ming.

 

“A realização deste tipo de actividades é uma forma muito importante de conseguir mostrar esse património à população”, acrescenta o responsável, salientando que os residentes do território estão habituados a viver num ambiente urbano e desconhecem a cultura mongol.

 

Da região autónoma chegam mais de 60 pessoas, entre artistas, artesãos, cantores e bailarinos, para o programa “Génese e Espírito”. A iniciativa junta duas vertentes – uma exposição e espectáculos de rua. “Memórias da Pradaria”, uma mostra sobre a Mongólia Interior, é inaugurada no dia 9, no Galaxy Macau. No espaço vai ser instalado um yurt gigante, uma tenda igual às usadas pelo povo nómada mongol. Lá dentro, há para ver artesanato, gravuras, pinturas, bordados e o papel recortado característico dos mongóis. Na exposição estarão artesãos para explicar como as peças são feitas.

 

Quanto aos espectáculos de rua, estão marcados para o fim-de-semana de 9 e 10 de Junho, nas Ruínas de São Paulo. “Tradições do Passado” reúne música e dança mongóis, que fazem parte da lista de património intangível classificado pela UNESCO.

 

O cartaz para assinalar o Dia do Património Cultural da China tem também uma componente local. Entre 9 de Junho e 12 de Agosto, o Arquivo Histórico mostra o espólio de Chan Tai Pak, um jornalista que testemunhou momentos importantes da história de Macau. As peças seleccionadas, explica o IC, permitem ficar a perceber o impacto da guerra sino-japonesa na cidade e o desenvolvimento dos jornais em língua chinesa do território. Também no Arquivo Histórico, a 9 de Junho, é realizado um workshop sobre preservação e conservação documental. Para 16 de Junho está agendado outro ateliê, desta feita sobre história oral.

 

A Biblioteca Central de Macau (BCM) organiza uma exposição de cartazes que mostram diferentes fases do passado do território. De 9 a 30 de Junho, a mostra estará patente na Biblioteca Sir Robert Ho Tung, seguindo depois para a BCM.

 

Há também concertos marcados para assinalar o Dia do Património Cultural da China. A Orquestra Chinesa de Macau toca no dia 10 de Junho, no átrio do Museu de Macau. No dia 9 (às 11h30) e no dia 10 (às 15h30), a Orquestra Chinesa dos Alunos do Conservatório de Macau é responsável por concertos na Casa do Mandarim.