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Rui Rocha: Associados do IPOR só pagam 3 milhões
Sábado, 26/05/2012

 

O Instituto Português do Oriente (IPOR) depara-se hoje com uma forte diminuição das contribuições dos associados, apontou Rui Rocha, director da entidade, ao Rádio Macau Entrevista. “Em 2002, a contribuição total dos associados era de 20 milhões. Neste momento, dez anos depois, é de três milhões”, explicou. “Há um decréscimo significativo, de 85 por cento, de contribuições para o IPOR.”

 

Na entrevista, o director do Instituto Português do Oriente – que se prepara para deixar o cargo em finais de Julho – avançou ainda que os lucros para este ano deverão ser na ordem dos seis milhões de patacas, ou seja, superiores em mais de um milhão em relação a 2011. “Por ano, o orçamento do IPOR não vai além de 9,5 milhões, dez milhões de patacas”, acrescentou. Em 2002, contrapôs, “era de vinte e tal milhões de patacas”.

 

Rui Rocha tem dúvidas sobre a solução que o IPOR encontrou para contratar o seu sucessor. A entidade anunciou que vai abrir um concurso. “É uma figura jurídica que não se pode aplicar ao IPOR. Embora de utilidade pública administrativa, é uma entidade privada de Macau e rege-se pelo Código Civil, a lei de trabalho de Macau e os seus próprios estatutos”, salientou o director.

 

O responsável salientou que “um concurso público de recrutamento e selecção é para um lugar no quadro”. Ou seja, “não se pode criar um concurso público para um lugar que não existe, e muito menos um lugar privado em Macau com um ordenamento jurídico que nada tem que ver com o ordenamento jurídico português”, argumenta. Rui Rocha coloca a possibilidade de o IPOR se estar a referir a um “concurso aberto”.

 

O programa Rádio Macau Entrevista está já disponível neste site. Pode ser ouvido também na próxima segunda-feira, às 10h30.