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Centro de produtos portugueses em Zhuhai alvo de reavaliação
Sexta, 25/05/2012

A instalação de um centro de distribuição logística de produtos portugueses em Zhuhai, que foi anunciado durante o anterior governo de Lisboa, não está esquecida, garante o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). No entanto, Pedro Reis afirma que, devido à crise e aos cortes orçamentais, o actual executivo português está a ponderar caso a caso os projectos anteriormente previstos.

 

Em declarações em Macau, o responsável afirmou que o centro de distribuição faz parte de um rol de “situações que estão a ser estudadas e analisadas, sendo que obviamente estamos a fazer uma ponderação grande sobre o programa de actividades que temos, e há que levar em consideração que Portugal está a viver uma situação exigente em termos financeiros.” De acordo com o presidente da AICEP,  a ponderação “não tem nada a ver com o interesse ou não em relação a vários mercados, e certamente Macau está dentro das prioridades”. 

 

Pedro Reis falava após o seminário sobre as oportunidades de investimento e cooperação em Portugal, que decorreu, hoje, no Centro de apoio empresarial de Macau.

 

O presidente da AICEP fez uma apresentação sobre as oportunidade de negócio e o ambiente de investimento no país.

 

Um dos temas que abordou foi o actual programa de privatizações, que motivou recentemente o interesse de investidores chineses na EDP e na REN: “Na generalidade, o programa de privatizações tem corrido muito bem a Portugal, é muito importante porque assegura o crescimento das empresas que estão a ser privatizadas. Atrai investimento externo, poupanças e capitais para o país. O caso da EDP e da REN é um bom exemplo, difícilmente Portugal captaria tanta atenção da China, potência mundial com dimensão e peso brutais, se não fossem oportunidades como foram as privatizações. Ao entrar capital chinês nas empresas privatizadas, abre-se uma avenida de crescimento e de futuro não só para as empresas mas a outros investimentos que vão por arrastamento.”

 

O responsável da AICEP integra a comitiva do presidente português que esteve nos últimos dias em Timor-Leste e na Indonésia, seguindo para Singapura.

 

Pedro Reis considera no entanto que a vinda a Macau da delegação empresarial era prioritária: “A vinda a Macau é absolutamente prioritária no sentido de que queria conhecer e inteirar-me da situação do território, e perceber no terreno como é o sentir e o pulsar da economia, e onde é que se pode trabalhar mais em termos de activação da agenda das empresas portuguesas para entrarem no mercado da China. Também dar maior visibilidade à realidade portuguesa aos empresários chineses e aos parceiros institucionais.