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Livro: “Mao” é apresentado hoje na Livraria Portuguesa
Quarta, 23/05/2012

 

É hoje lançado na Livraria Portuguesa o livro “Mao”, do francês Claude Hudelot. O autor vai fazer, pelas 18h30, uma apresentação da obra, dedicada à recolha da iconografia do líder chinês, da propaganda à representação na arte contemporânea.

 

Antigo adido cultural de França em Pequim e Xangai, realizador de cinema e produtor de rádio, Claude Hudelot apresenta na obra, a que chamou apenas “Mao”, uma perspectiva puramente visual sobre o culto de Mao.

 

“É o maior culto de personalidade alguma vez conhecido pela Humanidade. Antes de Mao, houve o culto de Lenine, de Estaline ou de Hitler, mas o de Mao [Zedong] foi de facto maior, porque a China é um grande país, e, sobretudo, porque Mao conseguiu tomar e manter o poder até à sua morte, mesmo que tenha saído da presidência em 1959”, destacou o autor à Rádio Macau.

 

A partir de colecções privadas e de museus de toda a China, Claude Hudelot reuniu imagens, objectos, obras de arte contemporâneas e muitas fotografias, parte de um espólio sem paralelo. Mas o autor acredita que não vai faltar muito até que a imagem de Mao começe a perder importância.

 

"Na antiga União Soviética, ainda durante a era de Krutchev, houve um apagar da imagem de Estaline. Na China, nunca houve um apagar do passado ou da imagem de Mao. Creio que isso se deve ao facto de ter sido Deng Xiaoping a assumir o poder depois de Mao e, como ele tinha sido muito próximo de Mao, não podia ser o responsável pelo desaparecimento do antecessor”, observa. “Depois vieram Jiang Zemin e Hu Jintao, e ambos, em certo sentido, estão ligados ao espírito de Mao, mesmo que façam exactamente o oposto em termos políticos ou económicos.”

 

O autor acredita que a imagem de Mao se vai desvanecer assim que Xi Jinping assuma a presidência. Isto, porque "o pai de Xi Jinping era vice-primeiro ministro nos anos 50 e a sua família, tal como outros líderes, sofreu terrivelmente às mãos de Mao".