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Novo posto fronteiriço para mudar zona norte da cidade
Terça, 22/05/2012

O Governo apresentou hoje os planos para o novo posto fronteiriço de Guangdong-Macau. Já há uma posição consensual entre as autoridades locais e as da província vizinha, mas falta ainda o aval de Pequim – uma autorização que Lau Si Io espera que seja concedida em breve.

 

A estrutura destina-se a aliviar a principal fronteira entre o território e a China. O Governo estima que, no próximo ano, 100 milhões de pessoas atravessem as Portas do Cerco. O novo posto fronteiriço, destinado apenas a pessoas, terá capacidade para acolher diariamente entre 200 mil a 250 mil visitantes.

 

Com o projecto – que deverá nascer nos terrenos hoje ocupados pelo Mercado Abastecedor e pelo Centro de Inspecção de Veículos – pretende-se construir mais do que uma fronteira. O Executivo quer desenvolver um projecto que, além de estreitar as relações com os vizinhos de Guangdong, revolucione a zona norte da cidade.

 

Por isso, explicou hoje Lau Si Io, “além do posto fronteiriço, serão construídos uma estação do metro ligeiro, uma estação de transferência dos transportes públicos, praça de táxis, parque de estacionamento, projecto de habitação pública, instalações sociais, locais para exposições e convenções, e hotéis de baixo preço”, entre outras estruturas.

 

O secretário para os Transportes e Obras Públicas destacou a importância da ligação ao comboio para Cantão e a proximidade com o futuro metro de Macau. A construção do posto fronteiriço será também uma oportunidade para tratar do poluído Canal dos Patos, que passará a ser um corredor verde entre o território e Zhuhai. O objectivo é melhorar a qualidade de vida de quem reside numa das zonas de maior densidade populacional da cidade.

 

“O planeamento destas construções beneficia o fluxo das pessoas, melhora o trânsito, a vida e o ambiente de negócios da zona norte, eleva a qualidade de vida das pessoas desta zona, melhora a estrutura industrial, adiciona vitalidade ao desenvolvimento” desta área, elencou Lau Si Io.

 

Para já, não há orçamento nem calendário para um projecto de “grande envergadura”. Mas, a avaliar pelas fases que implica, vai demorar vários anos a concretizar, desde logo porque só em 2014 é que ficarão vagos os terrenos actualmente ocupados pelo Mercado Abastecedor e pelo Centro de Inspecção de Veículos. Por isso, não há por enquanto um esboço do que vai nascer a 800 metros da fronteira das Portas do Cerco.