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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Segunda-feira)
Segunda, 21/05/2012

Urbanismo, medicamentos e trabalhadores ilegais são destaques na imprensa em língua chinesa de hoje. Projectos de construção na cidade são também tema para as manchetes de jornais em língua portuguesa. Já o principal matutino em língua inglesa de Hong Kong, o South China Morning Post, regressa ao caso Bo Xilai, para dizer que o antigo chefe da polícia de Chongqing, Wang Lijun, vai ser levado a julgamento no início do próximo mês.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O Va Kio destaca o caso dos Jardins Lisboa, na Taipa. O chefe do departamento de planeamento urbanístico das Obras Públicas garante que o promotor do projecto não entregou o pedido para a alteração da polémica construção. O Va Kio dá ainda conta dos planos do Governo para o mercado no Jardim das Artes – as autoridades garantem que há abertura para se discutir com a população qual a melhor opção.

 

Na primeira página do Ou Mun, dois artigos relacionados com a indústria farmacêutica. Num deles, o responsável pelo departamento do Governo que lida com a matéria reconhece que há dificuldade em se fazer um controlo eficaz da compra de medicamentos através da Internet. No outro texto, uma história vinda de Zhuhai: a polícia da cidade vizinha desvendou um “grande caso” de fármacos falsificados. Os medicamentos eram em quase tudo semelhantes aos produzidos por uma farmacêutica de Hong Kong e valiam 1,3 milhões de patacas.

 

Canal chinês da Rádio Macau

 

A actualidade informativa desta manhã da Ou Mun Tin Toi faz-se com o número de trabalhadores ilegais detectados em Abril: as autoridades dizem que foram 32 as pessoas encontradas sem a documentação necessária. Destaque também para o eclipse solar: de acordo com a rádio, mais de uma dezena de pessoas estiveram à porta do Centro de Ciência para observarem o fenómeno, mas o mau tempo estragou a festa.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

A edição de hoje do Macau Business Daily dá grande destaque ao Casinoleaks. “O vosso problema é o nosso problema”, lê-se em título, numa citação do responsável pelo site que pretende ser um meio de denunciar o que vai mal no jogo de Macau. Jess Fiedler disse ao jornal que se não houvesse norte-americanos em Macau e se o jogo de Macau não influenciasse a regulação do sector nos Estados Unidos, ele não estaria preocupado com tríades, Stanley Ho e “toda essa gente”. Os táxis são outro tema em destaque na primeira página do Business Daily: a bandeirada deve aumentar 15 por cento em Julho, ou seja, mais duas patacas. A possibilidade é admitida pelos Serviços para os Assuntos de Tráfego, mas as empresas que exploram táxis consideram que o aumento não chega, recordando que os preços não sobem desde Setembro de 2008.

 

No Macau Post Daily, a primeira página é praticamente toda ocupada com a campanha que está a ser levada a cabo contra a construção de um centro de informação de trânsito perto das Casas-Museu da Taipa. Várias organizações estão a tentar impedir o Governo de avançar com o plano. Deixam o aviso: a construção vai ser prejudicial ao ecossistema de uma das poucas zonas onde ainda existem aves em Macau. Ainda na primeira página do Macau Post Daily, numa caixa a cinzento, a polémica entre juízes e presidente da Associação dos Advogados de Macau. Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, prefere não comentar o assunto, mas salienta que a Lei Básica prevê a independência dos tribunais e garante que o Governo não interfere nas decisões judiciais.

 

No Macau Daily Times, lê-se em manchete: “Erro de cálculo custa ao Governo 21 milhões de patacas na venda de casas”. No destaque com imagem, as feiras de arte de Hong Kong e Shenzhen. Reserva-se ainda espaço para outra fotografia na primeira página, sobre os dez anos de restauração da independência de Timor-Leste, acompanhada pelo título “antigo conselheiro das Nações Unidas diz que Macau tem estado a apoiar” Díli.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Hoje Macau olha para o que está a acontecer com a construção de habitação pública em Coloane. “Governo tem de dar o exemplo”, diz a arquitecta Maria José de Freitas, que considera que “as habitações públicas de Seac Pai Van demonstram como o Executivo, em vez de melhorar o ambiente, é o primeiro a errar”. O jornal destaca também na primeira página o caso de Chen Guangcheng (“Activista cego foi com a família para a América”) e o desporto local (“Monte Carlo marca passo, Ka I agradece).

 

No Jornal Tribuna de Macau, a entrevista a Alfredo Ritchie, que afirma que “a comunidade macaense não precisa das eleições para dizer que está presente”. Na primeira página dá-se ainda a notícia de que “70 por cento dos jovens preferem trabalhar em Macau”. É a principal conclusão de uma sondagem feita pela Federação da Juventude de Macau.

 

O Ponto Final escreve em manchete “Gaio abandonado”, um título que remete para o caso do projecto de habitação de luxo na Calçada do Gaio, suspenso há quatro anos. De acordo com o jornal, os moradores queixam-se de falta de higiene e de segurança. No destaque com fotografia, o artista plástico Joaquim Franco, que volta a expor sete anos depois da última mostra. “Muita fruta” é o título escolhido pelo jornal.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post avança com a notícia de que o antigo chefe da polícia de Chongqing vai ser julgado por traição. Wang Lijun deu origem à queda política de Bo Xilai. A fotolegenda da primeira página mostra vários agentes da polícia e um manifestante deitado no chão – é a imagem de um protesto em Chicago, cidade norte-americana onde decorre a cimeira da Aliança Atlântica.

 

O China Daily ilustra a primeira página com um sorridente Wen Jiabao. O primeiro-ministro aperta a mão a estudantes da Universidade de Geociências da China, em Wuhan. O governante esteve na cidade industrial durante o fim-de-semana, tendo prometido dinamizar o consumo interno e fortalecer o controlo económico exercido por Pequim. A manchete do jornal do grupo Diário do Povo é dedicada à construção de infra-estruturas ferroviárias, que estão a tentar conquistar investidores do sector privado.

 

No Standard, o título: “Chen sente-se em casa”. A primeira página é toda reservada para o caso do activista cego, que já está a viver nos Estados Unidos. Na fotografia, o advogado autodidacta sorri, ao lado do professor Jerome Cohen, professor da Universidade de Nova Iorque, a instituição académica que ofereceu uma bolsa a Chen Guangcheng e onde o activista vai agora estudar Direito.