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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 15/05/2012

Os atrasos no projecto do novo hospital do Cotai e o apagão da CTM marcam hoje as primeiras páginas dos jornais da RAEM. Títulos para ler aqui na página da Rádio Macau, onde pode ficar também a conhecer os destaques da imprensa de Hong Kong em língua inglesa.

 

Jornais de Macau em língua chinesa

 

O apagão da CTM marca a primeira página do Ou Mun de hoje. O jornal fala em falhas que duraram “1 hora e 35 minutos” e indica que a culpa foi do “Controlador da Rede Radioeléctrica”. O diário dá conta do apelo do deputado Lee Chong Cheng, que defende a criação de um conselho de fiscalização para garantir a segurança da rede das telecomunicações, e escreve ainda que os cibernautas protestam contra as falhas da CTM e exigem explicações.

 

Além da CTM, destaque na capa do Ou Mun para um acidente de viação que envolveu um jovem que conduzia sob o efeito do álcool – o acidente provocou quatro feridos.

 

No Va Kio, é a saúde que marca a primeira página. O jornal escreve que a primeira fase da construção do centro hospitalar das ilhas vai ser concluída em finais de 2017. Já as obras de alargamento do Edifício de Urgência do Centro Hospitalar Conde S. Januário devem estar concluídas no próximo ano.

 

Ainda na área da saúde, o Va Kio noticia que foi cancelado o concurso para farmacêuticos, devido à violação do Procedimento Administrativo. “Conselho dos profissionais de saúde deve avançar ainda este ano”, conta ainda o jornal, que acrescenta que em 2012 devem ser formados mais de 50 médicos estagiários.

 

O Va Kio destaca também na capa a detenção de um residente de 55 anos, desempregado, por suspeita de vários frutos no Edifício Arco-Íris.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

Na Ou Mun Tin Toi, Kwan Tsui Hang interpela o Governo para pedir que seja revelado o número de trabalhadores não residentes que ficam em Macau para além do tempo permitido por lei. A deputada quer também saber os motivos que os levaram à situação de excesso de permanência.

 

O Canal Chinês da Rádio Macau antecipa ainda a Conferência-conjunta de cooperação entre Macau e Guangdong – um encontro que decorre esta manhã e no qual serão assinados cinco acordos, segundo a emissora.

 

Noutro tema, a rádio conta que o Tribunal Judicial de Base garante que o agendamento de casos não vai ultrapassar os nove meses.

 

A Ou Mun Tin Toi actualiza também o caso do apagão da CTM. Os serviços, diz a rádio, já voltaram à normalidade e não houve impacto nas linhas telefónicas das urgências do São Januário.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Complexo demorado” é a expressão escolhida pelo Ponto Final para falar das obras do Complexo de Saúde das Ilhas – o novo hospital do Cotai -, que “só vão arrancar em 2014”. Tempo “subestimado” e “falta de planeamento global” foram as justificações dadas ontem pelo Governo, acrescenta o diário.

 

Porque hoje se assinala o Dia Internacional da Família, o Ponto Final publica uma reportagem sobre o facto de Macau estar a caminhar “para um novo modelo familiar”, com o aumento do número de divórcios. O diário entrevistou um sociólogo, que alerta para o fenómeno, e de uma juíza que “salienta a importância de um tribunal especializado”. “Família Moderna” é o título escolhido para a primeira página.

 

No Ponto Final, lê-se ainda que “Au Kam San está contra obras suspeitas” – o deputado pede a rescisão dos contratos das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Coloane e da Ilha Verde, caso venha a confirmar-se ter havido corrupção na entrega dos projectos.

 

No Jornal Tribuna de Macau a manchete também vai para a saúde: “Hospital das Ilhas só em 2017.” O diário acrescenta, no entanto, que “a totalidade da obra só em 2019 poderá estar acessível aos utentes”.

 

O JTM publica hoje, na capa, algumas imagens de “Amor e dedinhos de pé”. O filme “estreou há 20 anos em Macau”.

 

“Nova fala na rede da CTM poderá ter afectado 50 por cento dos residentes”, conta também o diário, que avança ainda que a “Segunda Comissão [Permanente] da Assembleia Legislativa rejeita nova consulta sobre reforma política” e que “as necessidades de tesouraria obrigam accionistas da CAM a injectar 1.950 milhões”.

 

O Hoje Macau não foge à regra e também escolhe para manchete a “derrapagem nos prazos do novo Hospital da Taipa”. O diário titula “Governo amigo”, explicando que o atraso é “uma boa notícia para a MUST [Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau], que ganha esse triénio de renda que já não teria”. O deputado Pereira Coutinho não gostou da notícia e afirma: “Existe um tráfico de influências entre o Governo e o privado que merece justificação.”

 

Noutros títulos do Hoje Macau desta terça-feira, “Ng Kuok Cheong queria mais consultas mas levou nega”, “Direcção das Telecomunicações preparar rede 4G” e “domínio da China [nas energias limpas] não vai parar de aumentar”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Serviços de Saúde anunciam atrasos e um ‘plano global’ para novas construções.” É a manchete do Macau Daily Times, que destaca também na primeira página os “documentários da TDM em inglês”, que devem avançar “em breve” e os “novos estúdios lançados no último mês” pela estação televisiva.

 

O Macau Daily Times noticia ainda o relatório da União Europeia que “pede mais progressos no sentido de uma maior democracia” e a decisão anunciada ontem pela Companhia do Aeroporto de Macau (CAM), que “angariou 1.950 milhões para pagar empréstimos”.

 

Destaque ainda no Macau Daily Times para os professores do ensino privado que vão receber “remunerações extra de 230 a 500 patacas” e para a “quinzena de eventos culturais portugueses” que vão assinalar o 10 de Junho em Macau.

 

No Business Daily há hoje aviões de papel, a propósito do financiamento da CAM: “Aeroporto precisa de um resgate” para pôr um travão às dificuldades.

 

Ainda em matéria de aviação, o diário financeiro escreve que o “acordo aéreo de Taiwan está em apuros”. A formalização de um compromisso mais sólido no que toca os voos entre as duas regiões, pretendida por Taipé, pode não agradar Pequim, avisa o director da Delegação Económica e Cultural de Taipé em Macau. Mas, por outro lado, Jeffrey Liu acredita que a isenção de visto para residentes de Macau “pode tornar-se uma realidade em breve”.

 

O Business Daily conta ainda que as casas do Star River Windsor Arch – complexo junto ao Jockey Club – “voltam a estar à venda” e que a CTM “voltou a estar em baixo”, numa altura em que o Governo disse ter já terminado a investigação ao apagão de Fevereiro, mas aguardar ainda uma resposta oficial por parte da empresa de telecomunicações.

 

No Macau Post Daily desta terça-feira, destaque também para a saúde: “Data de conclusão do novo hospital do Cotai adiada três anos.”

 

O apagão da CTM tem igualmente honras de primeira página neste jornal, que diz que a empresa foi “atingida por uma nova falha nos serviços de comunicações móveis” – uma falha que “durou duas horas e 15 minutos”.

 

Noutros títulos do Macau Post Daily, “avião nepalês que transportava peregrinos indianos cai e provoca 15 mortos”, “acidente com Ferrari alimenta sentimento contra estrangeiros em Singapura” e “incêndio em Inglaterra que tirou a vida a seis crianças foi ‘intencional’”.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post conta que “os assistentes políticos vão ver os salários reduzidos”. A medida, que visa impor um limite máximo de 100 mil dólares de Hong Kong por mês, foi aprovada pelo Conselho Executivo, depois de um apelo da opinião pública. Mas, lembra o jornal, os salários dos ministros vão subir oito por cento para 322 mil e 260 dólares de Hong Kong.

 

A disputa territorial entre Pequim e Manila também merece destaque na capa do South China Morning Post, que conta que os dois países declararam “proibições de pesca coincidentes”. Uma forma, diz o jornal, de China e Filipinas encontrarem uma solução para o impasse da ilha Scarborough.

 

O diário conta ainda que o sucessor de Bo Xilai em Chongqing abre a porta a investidores estrangeiros.

 

No China Daily, “estrangeiros enfrentam escrutínio de vistos.” Trata-se de uma campanha de cem dias que vai concentrar-se na entrada ilegal e no emprego.

 

Na fotografia de capa, os presidentes sul-coreano e chinês e o primeiro-ministro japonês, lado a lado, num encontro que decorreu ontem, em Pequim. O diário oficial chinês escreve ainda que o “abrandamento da taxa de crescimento foi ‘inesperado’” – os dados “podem indicar mudanças no ambiente” que se vive, mas afastam-se os piores receios.

 

“Dá e tira” é o principal título na edição de hoje do The Standard. Aumentos dos ministros aumentaram para 322 mil e 260 dólares de Hong Kong por mês, mas os assistentes políticos vão ter um tecto máximo de cem mil por mês.