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Reforma política: Assembleia não vai auscultar a população
Segunda, 14/05/2012

A Assembleia Legislativa (AL) não vai ouvir a população sobre a reforma política do território. A ideia foi proposta hoje numa reunião, na comissão permanente que está a analisar os diplomas de alteração às metodologias de eleição do Chefe do Executivo e dos deputados à AL. A sugestão foi feita por Ng Kuok Cheong, que não conseguiu reunir o apoio dos colegas.

 

De acordo com Chan Chak Mo, presidente da 2ª comissão permanente da AL, foram oito os deputados contra a sugestão do membro da Associação Novo Macau, um dos quatro tribunos que, na semana passada, votaram contra os projectos de resolução apresentados pelo Governo para a alteração dos métodos de eleição do Chefe do Executivo e da Assembleia Legislativa. “O período da consulta foi suficientemente grande e razoável, não temos de voltar a fazê-la”, frisou Chan Chak Mo.

 

Auscultação posta de parte, a comissão afastou também a possibilidade de a Assembleia perguntar formalmente ao Governo quanto tempo falta até ao último passo para a reforma do sistema político. A hipótese tinha sido também deixada por Ng Kuok Cheong que, se quiser saber datas, terá de colocar a questão directamente ao Executivo.

 

A primeira reunião depois da votação na generalidade do modelo 2+2+100 não demorou mais de meia hora. Pela descrição de Chan Chak Mo, a reunião ficou marcada por muito consenso, “poucas perguntas” e a convicção de que os diplomas estão conforme a lei.

 

Para quarta-feira está marcada nova sessão de trabalho, com o Governo presente. Chan Chak Mo espera ter o parecer pronto em breve para que o tema volte ao plenário até ao final do mês.