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Aterros “não devem ser cidades fantasmas”, diz Nuno Soares
Sábado, 12/05/2012

Nuno Soares defende que é importante Macau avançar com um plano director. O arquitecto, no programa Rádio Macau Entrevista, lembra que “Macau tem vários problemas urbanos” e que o plano urbanístico “tem de ser feito no presente e tem de ler muito bem a realidade que nós temos agora e tem de aprender com a história recente da evolução urbana de Macau”. O arquitecto entende também que é preciso projectar o futuro e saber “para que lado queremos caminhar”. 

 

Sem plano director, Nuno Soares deixa um alerta:  “vamos ter uma cidade mais desiquilibrada, em vez de resolver problemas, corremos o risco de estar a aumentar problemas”.

 

Sobre os novos aterros, Nuno Soares considera que não devem ser “monofuncionais”, ou seja, o Governo deve evitar que “sejam só para edifícios públicos numa zona, só para habitação noutra zona, só para turismo noutra zona”. Os aterros, entende o arquitecto, deviam acolher “zonas com várias funções ao mesmo tempo. Isto para evitar cidades fantasmas e situações como nós temos no Cotai, que tem sempre luz, mas não tem pessoas”.

 

Nuno Soares, nesta entrevista, afirma que os edifícios da Escola Portuguesa e do antigo Tribunal na Praia Grande deviam ser qualificados. E ainda sobre a proposta de Lei do Património volta a criticar o facto de os cidadãos não puderem “sugerir que um edifício seja qualificado”. No entender do arquitecto, esta atitude acaba por “desincentivar à participação da comunidade numa coisa que diz respeito a toda a comunidade”.