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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (sexta-feira)
Sexta, 11/05/2012

Das bancas para a Internet: confira aqui os títulos dos jornais da RAEM, em três línguas, e também do Canal Chinês da Rádio Macau. Espaço ainda para os destaques dos jornais de Hong Kong em inglês, publicados esta sexta-feira.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Va Kio e Ou Mun)

 

O Va Kio conta hoje a história de uma residente de Macau, desempregada, acusada de envolver o filho de nove anos no negócio de tráfico de droga.

 

Ainda no mundo do crime, o jornal noticia o caso de um jovem que se fez passar por um agente da polícia para cometer crimes. O homem foi detido.

 

O Va Kio refere-se também, na capa, à actualização das remunerações das forças de segurança, dando conta de críticas sobre a alegada “injustiça” da proposta de lei, que “afecta o moral da equipa”.

 

De outro diploma se fala ainda na primeira página do Va Kio: “Foi aprovada na generalidade a proposta de lei de segurança alimentar.”

 

Ainda no âmbito do plenário de ontem na Assembleia Legislativa, o diário informa que a moção de Au Kam San foi chumbada com 18 votos contra dos deputados e quatro a favor. O membro da Associação Novo Macau “considera que o alargamento do Colégio Eleitoral do Chefe de Executivo não é sinónimo de um avanço da democracia”, deve-se antes melhorar a metodologia de eleição da Comissão Eleitoral.

 

O Ou Mun também destaca, nas páginas interiores, o caso de um jovem que, alegadamente, fingiu ser polícia e violou um menor de 15 anos. O caso – que envolve também crimes de furto, falsificação de documentos e usurpação de funções – foi enviado para o Ministério Público.

 

O jornal relata também um acidente de viação na Ponte da Amizade, que envolveu sete veículos e provocou dois feridos.

 

A proposta de lei de segurança alimentar foi aprovada na generalidade, informa também o Ou Mun, que, noutro título, conta também que foi aprovado, na generalidade, o diploma que regula o “subsídio de alto risco” das forças de segurança.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

Na Ou Mun Tin Toi, destaque esta manhã para duas interpelações escritas da Associação Novo Macau. Au Kam San quer medidas que ajudem os residentes que se dedicam à venda de produtos adquiridos do outro lado da fronteira a encontrarem um novo emprego no território. Já Ng Kuok Cheong alerta o Executivo de que a proposta sobre o novo regime de credenciação dos assistentes sociais está a provocar a denunião entre os profissionais do sector.

 

O Canal Chinês da Rádio Macau cita ainda o chefe do departamento de Planeamento Urbanístico da DSSOPT, Lao Iong, que considera que é necessário avançar com uma “consulta aberta” a respeito do futuro planeamento urbanístico. O arquitecto adianta ainda que há intenções de se avançar com a construção de um mercado no Jardim das Artes da Alameda Dr. Carlos d´Assumpção.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Hoje Macau fala esta sexta-feira em “tácticas infantis”. O diário falou com os menores que assinaram a proposta de reforma política, “sem perceberem o que estavam a fazer. “Quem já não pode ouvir falar no assunto”, escreve o jornal, “é Kwan Tsui Hang, que defende os que recolheram as assinaturas”.

 

Ainda na actualidade local, o Hoje Macau lembra que as forças de segurança vão ter “aumentos após vinte anos” e fala em “idosos gratos” – “novo milénio com melhorias reconhecidas”. O jornal informa ainda que em Setembro arranca o Fórum Global de Turismo “para dinamizar o território”.

 

A economia tem honras de primeira página no Hoje Macau, com um pedido de “há dois anos”: “Estados Unidos cedem e deixam China comprar banco americano pela primeira vez.”

 

Esta sexta-feira, o Jornal Tribuna de Macau opta por uma dupla manchete: “Mais 80 enfermeiros previstos para Junho” – “nova urgência no São Januário em 2013” e “Okada lança suspeitas sobre o Executivo” – é o empresário japonês a abrir “novo capítulo na disputa com a Wynn”.

 

Na fotografia de capa do JTM há hoje um bando de aves a voarem. Uma imagem que ilustra a notícia sobre a petição lançada contra projecto junto às casas-museu: “Unidos para ‘salvar’ garças.”

 

Ainda no Jornal Tribuna de Macau, “Governo assume ‘atrasos’ na fusão do Instituto Camões”, “Normas ‘incertas’ na segurança alimentar podem afectar empresas” e “línguas chinesa, portuguesa e inglesa defendidas para escolas particulares”.

 

O JTM chama a atenção também para uma fraude que está a circular na Internet. O diário foi “alvo de ataque de ‘hackers’”, que simularam um e-mail supostamente enviado pela redacção do diário. No e-mail, em língua chinesa, apelava-se à doação de dinheiro a uma pessoa que estava nas Filipinas. A Administração do jornal “vai fazer queixa policial às autoridades competentes”.

 

O Ponto Final tem uma manchete “em pratos limpos”. A proposta de lei de segurança alimentar foi ontem aprovada na generalidade, “com muitas dúvidas dos deputados, que consideram que não é claro quem é culpado de quê e em que situações”.

 

O jornal publica uma fotografia idêntica à do JTM – fotografia que indica ter sido cedida pela organização da petição para protecção do mangal da Taipa –, com o título “Lago em risco”. Os ambientalistas, escreve o diário, lembram que “o ecossistema do mangal da Taipa está já num difícil equilíbrio”, “a cadeia alimentar alterou-se e a população de garças terá já decaído em 15 por cento”. “A iminente transferência de um centro de informação rodoviária ameaça agora os ninhos das aves” e há uma petição contra a medida, “à espera de duas mil assinaturas”.

 

Noutros destaques,  chamada de primeira para um “caso de polícia” – “Bill Chou fez queixa contra a PJ pela forma como foi conduzido o caso do graffiti contra a reforma política” – e para a “carreira de enfermeiro” – “Mónica Cordeiro, da Associação do Pessoal de Enfermagem de Macau, diz que é altura de rever de novo a carreira”, depois do acórdão do Tribunal de Última Instância ter negado o pagamento de retroactivos a dois portugueses.

 

Porque hoje é sexta-feira, as bancas contam também com o semanário O Clarim, que avança que “Chui Sai On quer renovar o Governo”. O Executivo, escreve o jornal, está “preso por arames”.

 

O semanário destaca também na capa as declarações do Cardeal D. John Tong, que esteve em Macau – “Saber agradecer é a maior virtude humana.”

 

As eleições também marcam a primeira página d’O Clarim, que fala num “sistema sem fundamento”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Las Vegas Sands fez história, mas cometeu erros na teleconferência”, reconhece Mike Leven, em declarações ao Macau Daily Times. O presidente e director de operações da empresa deu um exemplo do que falhou: “Não revelámos especificamente os resultados do Sands Cotai Central... Devíamos ter dito que estávamos satisfeitos com as receitas operacionais brutas.” O diário informa que entrevistou ontem Mike Leven, que esteve de visita ao território, mas a entrevista só vai ser publicada na íntegra na próxima segunda-feira.

 

O Macau Daily Times conta também que o “Teatro de Patuá Dóci Papiaçám lança nova peça no Centro Cultural de Macau” e que um “grande número de galgos foi abatido no canídromo”. Ainda na capa desta sexta-feira, “sistema de cuidados de saúde enfrenta desafios”.

 

O Business Daily puxa para manchete a invasão de investidores em Macau. O diário financeiro explica que investidores chineses e estrangeiros estão a aplicar dinheiro nos negócios da RAEM.

 

Destaque também para a lei de segurança alimentar, que ontem foi aprovada na generalidade, na Assembleia Legislativa.

 

“Sands China no índice Hang Seng [de Hong Kong] a 4 de Junho.” O Business Daily explica que a Sands China é a primeira das operadoras de jogo de Maca listadas em bolsa a integrarem a lista de constituintes do índice.

 

No Macau Post Daily, uma história de polícias e bandidos na manchete: “Polícia detém falso agente suspeito de abusos sexuais e fraude.”

 

O Macau Post Daily Mais publica ainda na capa a fotografia de mais de uma centena de assistentes sociais, que protestaram ontem contra o sistema de acreditação proposto pelo Governo. Os trabalhadores, conta o jornal, compareceram na segunda sessão de consulta pública do diploma vestidos de preto e exibiram cartazes com palavras de protesto.

 

Em resposta, o presidente do Instituto de Acção Social, presente na sessão, prometeu alargar o prazo do período de consulta pública da proposta. De recordar que a auscultação devia terminar a 7 de Junho.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

“Bombista suicida mata três devido a uma disputa de terras”, escreve o South China Morning Post em manchete. Trata-se do caso de uma mulher que se fez explodir, em Yunnan, em protesto contra a demolição da sua casa, naquilo que um advogado de direitos humanos considera ser “um ponto de viragem na luta contra os despejos”.

 

Ainda na capa do South China Morning Post, “a arte de Ai Wei Wei atinge preços recorde com a obra Sunflower Seeds [Sementes de Girassol].

 

Na actualidade de Hong Kong, destaque para o património: “Ala oeste da sede do antigo Governo ‘deve ser salva’.”

 

No China Daily, “travões no crescimento comercial”. São as estatísticas a respeito do crescimento das importações e exportações, que abrandou em Abril.

 

O diário oficial chinês dá também conta da transferência do “suspeito do Mekong” – uma alusão ao caso de um homem acusado de ter arquitectado o assassinato de 13 pescadores chineses no rio Mekong, em Outubro. O jornal refere-se ao “sucesso da operação policial conjunta que envolveu quatro países”.

 

“Embarcações navegam por um mar de sarilhos, à medida que crescem as tensões”, escreve ainda o China Daily, referindo-se à disputa territorial com as Filipinas.

 

São precisamente estas tensões que merecem destaque na capa do The Standard. “Vamos ficar quietos” é a expressão escolhida pelo jornal para aludir à posição assumida pela comunidade filipina de Hong Kong a respeito deste caso. Os filipinos de Hong Kong, diz o jornal, recusam-se a juntar-se aos protestos anti-China agendados para hoje.