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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quinta-feira)
Quinta, 10/05/2012

As alterações ao trânsito na Ponte Sai Van, as alegações finais do terceiro julgamento de Ao Man Long e a reforma política são temas que marcam os jornais de Macau esta quinta-feira. Conheça os títulos aqui, no quiosque da Rádio Macau.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Va Kio e Ou Mun)

 

O Va Kio destaca na primeira página a “via exclusiva para motociclos” na Ponte Sai Van. A medida entra em funcionamento, “a título experimental”, a partir de meados de Agosto – a velocidade máxima será de 60 quilómetros por hora.

 

A dividir as atenções na capa do jornal está a sessão de ontem do julgamento do antigo secretário para as Obras Públicas e Transportes: “Ao Man Long declara que a vida na prisão é miserável e sublinha que Joseph Lau e Steven Lo [empresários de Hong Kong] nunca o subornaram.”

 

O Ou Mun também destaca na primeira página “a via exclusiva para motociclos na Ponte Sai Van”. O objectivo da medida, escreve o jornal, é “garantir a segurança dos condutores”.

 

Ainda em matéria de trânsito, o diário refere-se à falta de medidas, de momento, para a Ponte da Amizade. O director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego afirma que “vai auscultar opiniões suficientes” para “avançar com novas medidas”.

 

No Ou Mun desta quinta-feira, destaque também para a “aprovação das alterações à metodologia para a constituição da Assembleia Legislativa”. A secretária Florinda Chan salienta que a “fórmula ‘2+2’ está de acordo com a [posição da] opinião pública”.

 

O jornal dá conta ainda de uma “loja de roupa interior envolvida na venda de produtos falsificados” - a Alfândega encontrou “seis mil peças de roupa interior avaliadas em 380 mil patacas”.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

Na manhã informativa do Canal Chinês da Rádio Macau, destaque para um “acidente de viação que envolveu motociclos na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida” – o caso provocou um ferido.

 

A Ou Mun Tin Toi conta também que uma criança de 12 anos caiu às águas do Reservatório, mas foi entretanto salva.

 

O Canal Chinês da Rádio Macau dá conta também dos números do jogo: “Galaxy Entertainment anuncia os resultados financeiros do primeiro trimestre.”

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

O Ponto Final começa com uma despedida: “Adeus Sam Ka.” “Os habitantes filipinos do bairro que vai a baixo na Taipa fazem as malas. Uns, conta o diário, “voltam a Manila, outros tentam ficar em Macau”. Mas “faltam meios económicos”, e muitos “viram já expirados os vistos de trabalho”.

 

Ainda na primeira página do Ponto Final, “Ao limpa empresários de Hong Kong” – o ex-secretário “garantiu em tribunal que nunca recebeu subornos dos milionários de Hong Kong, Steven Lo e Joseph Lau”.

 

Noutros temas, “4 contra 4” – a respeito das quatro vozes que, ontem, no hemiciclo, votaram contra a proposta de alteração à metodologia de eleição dos deputados – e ainda “CTM quer serviço integrado”.

 

No Hoje Macau, a manchete faz-se com um apelo: “Dá cá o subsídio de residência.” Os funcionários públicos “preparam ataque ao Executivo”. O diário adianta que “Florinda Chan e Francis Tam vão receber em breve duas petições dos funcionários públicos que moram em casas do Governo”. Os trabalhadores “discordam do novo pagamento de condomínio e só admitem uma variação: se tiverem de pagar, querem receber o subsídio de residência”.

 

“Lista da UNESCO não deve ser esquecida”, escreve também o jornal, referindo-se às declarações do presidente da Associação dos Embaixadores do Património de Macau.

 

Destaque também para um “estudo sobre a satisfação” [o relatório sobre a qualidade de vida, realizado em conjunto pela Universidade de São José e a revista Macau Business], que indica que “o ambiente é o que mais preocupa em Macau”.

 

O Hoje Macau conta ainda que o “galgo Brooklyn – símbolo de campanha – sofreu um acidente” e que a discussão da nova lei de segurança alimentar “divide deputados”. Destaque ainda para “um século de história”: “Nova Iorque revelada”, nas centrais do jornal.

 

No Jornal Tribuna de Macau ficamos a saber que “sete casinos dominam dois terços do mercado”. O diário acrescenta que “o Galaxy e o Plaza sobem no ranking das receitas e Lisboa deixa ‘top 10’”.

 

O JTM revela ainda, nesta edição de quinta-feira, que a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla inglesa) “absorve 26 por cento dos apoios concedidos pela Fundação Macau”.

 

Noutros títulos, “Última Instância nega razão a enfermeiros portugueses”, “Autoridades penalizam barcos encalhados no Porto Interior” e “Relações entre Macau e Bruxelas ‘têm sido muito produtivas’ [declarações de Paulo Canelas de Castro, da Universidade de Macau]

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

Na manchete do Macau Daily Times lemos que “a Assembleia Legislativa aprovou a fórmula ‘2+2’, deputados levaram um sermão” – uma referência às críticas recebidas pelos deputados da ala pró-democracia, depois do protesto dos colegas da Associação Novo Macau, na terça-feira, no hemiciclo.

 

A arte está em destaque nesta edição do Macau Daily Times, que escreve que “os super-ricos da Ásia constroem os próprios museus de arte”. Já em Macau, uma referência ao ciclo “Macau Indies”, que “exibe filmes independentes”.

 

Na actualidade local, espaço ainda para o julgamento de Ao Man Long – “Ao nega acusações e fala sobre a vida na prisão” -, para o jogo – “Sands China e Melco Crown apresentam lucros no primeiro trimestre” – e para o apagão da CTM – a empresa “fala em erro humano”.

 

A “venda de tabaco esfuma-se” no Business Daily – o diário cita fontes que indicam que a indústria sofreu quebras de 70 por cento nas transacções, desde a entrada em vigor da lei de combate e prevenção do tabagismo e do consequente aumento do imposto sobre o tabaco. As empresas não acreditam que haja menos gente a fumar – temem, sim, uma subida do contrabando oriundo do Interior da China.

 

A política também merece honras de primeira página no Business Daily desta quinta-feira: “Deputados abandonam reunião quando a fórmula ‘2+2’ é votada.” Noutros títulos: “vendas impulsionam subida dos lucros da CTM” e “Ao rejeita acusações – mais vale tarde que nunca”, escreve o jornal.

 

No Macau Post Daily, é o julgamento do ex-secretário das Obras Públicas e Transportes que dita a manchete: “Ao Man Long, em ‘miséria indescritível’, afirma que não tem como pagar as multas do tribunal.”

 

No Macau Post Daily também se fala em contrabando, neste caso, não de tabaco, mas de lingerie: “Alfândega detecta loja que vendia lingerie falsa da Wacoal e da Triumph.”

 

Ainda no Macau Post Daily, “Sands China e Melco Crown apresentam os resultados do primeiro trimestre” e mais lingerie: “um soutien gelado, japonês, promete manter toda a gente fresca.”

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O South China Morning Post fala hoje na “crise dos manuais escolares, num altura em que as negociações caem por terra”. O diário explica que as editoras rejeitaram a exigência do Governo – que queria que elas revissem hoje as listas de preços – e insistem em impor taxas extra para materiais pedagógicos básicos.

 

Destaque também para o Mar do Sul da China - “Manila acusada de provocar o público” – e para o sector da aviação – “Cathay avança com estratégia para poupar custos devido à subida do preço do petróleo”. A empresa vai atribuir licenças sem vencimento e suspender as contratações.

 

O jornal publica na primeira “a história da fuga do activista cego, nas suas próprias palavras”.

 

No China Daily, “plataforma em mar profundo [Mar do Sul da China] começa as perfurações”. O diário considera que é “um passo significativo” na protecção das águas territoriais.

 

Na imagem, o diário fala num “dia para recordar” – “a Rússia comemora a vitória sobre os Nazis em 1945” com uma parada militar em Moscovo.

 

“Comida cara para pensamento” é outro dos títulos da capa do China Daily – trata-se de uma reportagem sobre o aumento dos preços dos vegetais.

 

No The Standard, “navios de guerra a caminho de mares agitados” – a China, escreve o jornal, “avisa os cidadãos para se manterem fora das ruas de Manila” numa altura em que “a tensão atinge um nível elevado”.