Em destaque

13 de Dezembro de 2017: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.5148 patacas e 1.1755 dólares norte-americanos.

Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Quarta-feira)
Quarta, 09/05/2012

A reforma política marca as primeiras páginas da imprensa local de hoje, da aprovação das alterações ao Colégio Eleitoral do Chefe do Executivo aos protestos que marcaram o plenário de ontem na Assembleia Legislativa.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Ou Mun e Va Kio)

 

O Ou Mun escreve na primeira página que foram aprovadas as alterações à metodologia de escolha do Chefe do Executivo. A secretária Florinda Chan, diz o jornal, sublinha que a alteração “foi baseada na opinião da população” e que “não houve retrocesso nem manipulação”.

 

O jornal destaca também na capa o assalto a uma mulher de 26 anos. A vítima foi agredida na cabeça e sofreu ainda um corte num pescoço, perto das três da manhã, num assalto que ocorreu na Rua de Penha.

 

“Incêndio num Edifício de alta classe”, relata ainda o Ou Mun, referindo-se à Torre Lago Panorâmico. A polícia retirou cerca de 80 pessoas do local, uma delas foi enviada para o hospital devido à inalação de fumos.

 

Os incidentes não ficam por aqui na edição de hoje do Ou Mun: “Um acidente numa escada rolante [da Av. Dr. Rodrigo Rodrigues] provocou cinco feridos que foram enviados para o hospital.”

 

No jornal Va Kio, a reforma política e os protestos de ontem no hemiciclo também têm honras de primeira página: “indivíduos perturbaram a Assembleia Legislativa e foram expulsos do hemiciclo” – o presidente Lau Cheok Va declarou que vai estudar o caso com a assessoria jurídica.

 

Protestos à parte, o Va Kio lembra que o Colégio Eleitoral do Chefe do Executivo vai aumentar para 400 membros.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

A Ou Mun Tin Toi informa esta manhã que “881 empresas foram estabelecidas no primeiro trimestre do ano”. São estatísticas oficiais divulgadas hoje.

 

“Alfândegas de Gongbei declaram que até Abril, o valor dos  materiais de construção da Universidade de Macau na zona da Ilha da Montanha” atingiu os 1300 milhões de yuans.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Centro da cultura macaense em negociações”, garante o Jornal Tribuna de Macau, em manchete. O jornal explica que as negociações entre o Governo e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) já começaram e a primeira resposta do Governo foi negativa, mas apenas por “questões formais”. O presidente da APIM, José Manuel Rodrigues, “continua confiante na concretização da ideia”.

 

Na imagem de capa do JTM, o destaque vai para o hemiciclo: “Apitos, gritos e aviões de papel interrompem Assembleia Legislativa.”

 

Noutros títulos desta edição de quarta-feira, “secretário de Estado das Comunidades celebra 10 de Junho em Macau” e “17 excursionistas do Continente envolvidos em disputa turística”.

 

“‘A vida num Pátio’ vale prémio Reportagem [da Fundação Oriente] a Raquel Carvalho”, jornalista do JTM.

 

A reforma política dá também o mote à manchete do Hoje Macau, já não a confusão gerada no hemiciclo, mas antes as justificações dadas pela presidente da Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM) a propósito da assinatura de uma criança, durante a organização de uma petição sobre o desenvolvimento do sistema político: “A culpa é do outro menino”, titula o jornal, acrescentando que a dirigente associativa “considera que a culpa do ‘escândalo’” é “de quem filmou e publicou o vídeo na Internet”. O Hoje Macau conta ainda que “a mesma entidade distribuiu as propostas em escolas infantis” e deixa um desabafo: “É a democracia em marcha...”

 

Os “distúrbios na Assembleia Legislativa” não escapam à capa do Hoje Macau, que conta que os “‘democratas’ foram expulsos por desacatos”. Ainda sobre a reforma política, o diário escreve que estão “aprovados os ‘+100’”, mas que a “decisão provoca discórdia”.

 

Destaque ainda para o Direito de Resposta – “o CPSP [Corpo de Polícia de Segurança Pública] responde ao Hoje Macau” – e para os “prédios devolutos” – “uma lei para a eternidade”.

 

No Ponto Final, há “obras em casa”, na manchete. “Com cinco tufões previstos para este ano, um já este mês, o Governo apela aos proprietários de edifícios degradados para efectuarem reparações.” O jornal conta que as Obras Públicas fizeram uma visita ao San Kio e deixaram um aviso: “Há financiamento para reparar, mas não para demolir.”

 

À semelhança dos restantes jornais de língua portuguesa, o Ponto Final também alude às acções de protesto, ontem, no hemiciclo, durante o debate sobre as propostas da reforma política: “Desafio ao sistema”, escreve o jornal, que fala num “plenário de troa de acusações entre forças pró-sistema e o campo democrático”. Jason Chao e Scott Chiang, adianta o diário, “foram levados em braços depois de terem atirado aviões de papel aos deputados”.

 

Nos destaques da capa há ainda espaço para o “código privado” – o regime de credenciação dos assistentes sociais prevê um código deontológico e sanções, de multas à suspensão da actividade”, mas “o sector público não será abrangido”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

Na imagem do Business Daily temos um retrato de um puzzle da Assembleia Legislativa com a expressão “a peça que falta”. O jornal dá assim conta do que chama do “primeiro protesto cívico” enfrentado pelos deputados. Uma alusão aos protestos levados a cabo ontem, no hemiciclo, por membros da Associação Novo Macau.

 

Noutro destaque da capa do Business Daily, “o HSBC [Hong Kong Shangai Banking Corporation] é impulsionado pelos mercados emergentes”.

 

“O valor de venda das casas de luxo triplica em Março” e “Wynn com um desempenho brilhante” são outros títulos na primeira página do diário financeiro de Macau.

 

No Macau Post Daily a manchete faz-se hoje de um assalto violento: “Assaltante ataca jovem mulher em agência imobiliária.” A vítima, de 26 anos, foi esfaqueada no pescoço e está a recuperar no hospital. Até ao momento, a polícia não conseguiu capturar o autor do assalto que ocorreu de madrugada, na Rua da Penha.

 

O Macau Post Daily não esquece, no entanto, a reforma política. Na primeira página podemos ler que os “deputados aprovam a proposta ‘+100’, aumentando o número de eleitores do Chefe do Executivo para 400”.

 

Noutros títulos, “lucros da Wynn Macau crescem 9,8 por cento no primeiro trimestre”, “Freiras do kung fu no Nepal praticam karma com um pontapé” e “’Cura’ vietnamita para o cancro ameaça rinocerontes raros no mundo”.

 

No Macau Daily Times é também a reforma política a ditar a manchete: “Proposta de alterações ao método de eleição do Chefe do Executivo aprovada, Assembleia Legislativa assiste ao primeiro protesto da oposição.” O jornal escolhe para grande foto de capa a confusão gerada ontem no hemiciclo durante o protesto dos membros da Associação Novo Macau.

 

Ainda na actualidade local, o Macau Daily Times destaca os lucros da Wynn, que “crescem dez por cento”, e os “26 edifícios delapidados”, de acordo com as Obras Públicas. Destaque ainda para “George Benson que vai actuar em Macau” – um concerto marcado para o próximo dia 25, no Venetian.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

“Energias limpas significam contas da luz mais altas”, escreve o South China Morning Post em manchete, a propósito das políticas do Governo para o sector energético. O jornal alude ao aviso deixado aos consumidores por um dirigente de uma companhia eléctrica.

 

A diplomacia também está em destaque nesta primeira página: “Pequim endurece posição a respeito da zona disputada de Scarbough, no Mar do Sul da China. O diário lembra o alerta do vice-ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, que afirma que as Filipinas “obviamente não percebem que cometeram erros graves”.

 

Ainda na capa do South China Morning Post, destaque para as nomeações na liderança do território: “Leung tem uma palavra a dizer sobre os dirigentes dos órgãos-chave.” Cargos, lembra o jornal, ocupados por apoiantes do rival de Leung nas eleições para o Chefe do Executivo.

 

“Tribunal Supremo concentrado em monopólios”, escreve o China Daily em manchete, explicando que as empresas têm agora de provar que não estão a abusar do estatuto que têm no mercado.

 

Na primeira página desta quarta-feira, o jornal oficial chinês destaca também uma “nova plataforma” que dá “músculo” aos comerciantes de ferro. O intercâmbio, diz o jornal, foi lançado na China para assegurar o fornecimento e o preço adequado.

 

No jornal The Standard, também a questão dos possíveis aumentos na conta da luz. O diário escolhe para título da página 2 – já que a primeira é dedicada na íntegra à publicidade – “choque eléctrico”. O diário diz que a empresa CLP estima um aumento que pode chegar mesmo aos 40 por cento.