Em destaque

13 de Dezembro de 2017: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.5148 patacas e 1.1755 dólares norte-americanos.

Aviões de papel em protesto na Assembleia Legislativa
Terça, 08/05/2012

A Assembleia Legislativa viveu hoje um momento inédito: alguns membros da Associação Novo Macau (ANM), entre eles o presidente Jason Chao, foram os protagonistas de uma acção de protesto contra o Governo. A ideia foi mostrar o descontentamento em relação ao modo como o Executivo auscultou a população acerca da reforma política do território e às propostas que hoje estiveram em debate.

 

Os elementos da ANM, sentados na bancada reservada ao público, começaram a atirar aviões de papel para a zona do plenário onde se sentam os deputados. Em seguida, atiraram-se para o chão, de onde não queriam sair, fingindo-se mortos. Vestiam t-shirts iguais, de cor preta, com uma mensagem estampada em chinês e inglês: “Shame on Macau Gov”.

 

O protesto foi desencadeado durante a primeira intervenção de Florinda Chan no plenário. O presidente da Assembleia Legislativa ordenou a entrada dos seguranças e pediu para que fossem retirados os jovens membros da ANM. Lau Cheok Va pediu igualmente para que fossem identificados os autores dos distúrbios.

 

No exterior do edifício da Assembleia, Jason Chao justificou a acção: “Tentámos interromper o plenário. Esperamos que a nossa acção tenha despertado a população para a farsa do Governo”. O presidente da Novo Macau diz estar disposto a assumir as consequências. “Temos consciência do que fizémos. Pensamos que a nossa acção terá valido a pena, em prol da reforma do sistema político e da democracia”, atirou.

 

A reunião prosseguiu sem mais confusões, mas foram vários os deputados que lamentaram o sucedido – o vice-presidente da Assembleia Legislativa fez o protesto mais veemente. “Este tipo de perturbação não deve repetir-se. Deve merecer uma censura, estes actos não devem ser permitidos. As pessoas devem manifestar as suas opiniões, mas há vias públicas para o efeito. Não há necessidade de se recorrer a vias extremas”, declarou Ho Iat Seng.