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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (Terça-feira)
Terça, 08/05/2012

A habitação está hoje em destaque na imprensa de língua chinesa de Macau. Nos jornais em português, a polémica sobre a Calçada do Gaio, a controversa em torno das previsões económicas para Macau e as críticas ao excesso de publicidade ao jogo no território.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Ou Mun e Va Kio)

 

Esta terça-feira é a publicidade que impera na primeira página do Ou Mun, por isso, folheamos o interior do jornal. O diário de maior tiragem da RAEM noticia a hipótese, admitida ontem pelo Governo, de as habitações sociais poderem vir a ser primeiramente arrendadas e, depois, compradas.

 

Ainda sobre habitação pública, o jornal lembra que amanhã decorre uma sessão da consulta pública sobre o documento apresentado pelo Governo sobre esta matéria. O diário conta também que “há falta de metas de planeamento de longo prazo” nas estratégias propostas.

 

Ainda no Ou Mun desta terça-feira, o Executivo vai lançar no próximo trimestre ajustes no cálculo do imposto de viação. Espaço ainda para o crime e a história de “um indivíduo detido pela prática de burla a três comerciantes chineses” – uma burla avaliada em um milhão e 500 mil patacas, que envolveu investimentos no mercado imobiliário.

 

O caso merece honras de primeira página no Va Kio, que explica que o comerciante mentia, dizendo que ajudava a tratar dos papéis da migração através de investimentos em Macau. De acordo com o jornal, o suspeito, de 57 anos e apelido Chou, alega que é responsável por uma companhia de ciência e tecnologia.

 

O diário actualiza ainda a notícia sobre o caso do graffiti à porta do Edifício de Administração Pública – o Ministério Público decidiu que não vai pedir uma condenação criminal do autor dos desenhos contra a solução adoptada pelo Governo para a reforma do sistema político – solução esta que é, aliás, votada hoje na Assembleia Legislativa.

 

Os 12 pedidos apresentados pelos residentes da povoação de Sam Ka também têm destaque na primeira página do Va Kio, que cita o Instituto de Habitação para dizer que a demolição de barracas tem como principal objectivo os trabalhos de coordenação com a abertura de uma estrada na Taipa.

 

Ainda no Va Kio, Frederico Ma, presidente da Federação da Juventude de Macau, defende que o desenvolvimento harmonioso e a integração das etnias de Macau desempenham um papel importante para promover a união das etnias de diversas regiões, como a China Continental, Taiwan, Hong Kong e Macau.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

Esta manhã, o Canal Chinês da Rádio Macau noticia que a “PJ promete cumprir a lei na investigação do caso de graffiti”.

 

Destaque também na Ou Mun Tin Toi para um incêndio na Torre Lago Panorâmico, na zona de Nam Van. As chamas deflagraram de madrugada e o incidente resultou num ferido.

 

Noutro tema no Canal Chinês da Rádio Macau, “maquete do interior do metro ligeiro chega a Macau”.

 

Jornais de Macau de língua portuguesa

 

A polémica marca hoje as primeiras páginas dos jornais de língua portuguesa do território. “Polémica sobe de tom na Calçada do Gaio”, informa o Jornal Tribuna de Macau em manchete, lembrando que a “’embrulhada’ com prédio já envolve moradores, empresa, deputado e Governo”. O edifício que ameaça a vista do Farol da Guia “já levou os moradores da zona a programarem a entrega de uma petição ao Chefe do Executivo devido a problemas de segurança e higiene do local”. A empresa, adianta também o jornal, “descarta responsabilidades e diz que tem apresentado soluções ao Governo, mas sem sucesso”.

 

O segundo grande destaca da capa do JTM vai hoje para os Doçi Papiaçam e uma “sátira maquista com espíritos ‘nem bons nem maus’”.

 

No Ponto Final, “crescimento da discórdia”. O jornal explica que “as previsões de crescimento económico lançadas pela Universidade de Macau (18 por cento) puseram em causa as do Governo, que não acredita em mais de nove por cento para este ano. O diário ouviu economistas e percebeu que as opiniões dividem-se entre “quem concorda com o Governo, quem acredita mais na Academia e quem fica a meio caminho”.

 

Sales Marques aparece na principal fotografia de capa do Ponto Final, afirmando que “a crise europeia é política”. A propósito do Dia da Europa, que se comemora amanhã em ambiente de profunda retracção económica”, o presidente do Instituto de Estudos Europeus acredita na reviravolta. O que falta, diz ao jornal, “é maior afirmação de solidariedade e convergência política”.

 

No Hoje Macau a polémica prende-se com a publicidade ao jogo – os especialistas consideram que há demasiada, o jornal escreve em manchete “Apelo ao vício”. Segundo o diário, os peritos entendem que, em Macau, “a publicidade ao jogo não está suficientemente regulamentada” e condenam “a colocação de anúncios a casinos nas ruas”. Um dos motivos para o descontentamento com tanta publicidade é, de acordo com o jornal, o facto de a maioria dos jogadores compulsivos sofrerem “recaídas mesmo depois de terem prometido largar o vício”.

 

O Hoje Macau publica esta terça-feira uma reportagem sobre o casamento chinês: “A tradição ainda é o que era.” Noutros títulos, as declarações de dois deputados: numa notícia, Leonel Alves a defender “leis primeiro nas comissões, só depois no plenário”; noutra, Au Kam San a pedir “discussão aprofundada” sobre a escolha do Chefe do Executivo.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“A proposta de lei sobre o código tributário foi para o caixote, na calha pode estar uma revisão total sobre a matéria.” É o que nos conta esta terça-feira o Business Daily, a quem a Direcção dos Serviços de Finanças confirmou a decisão. Uma decisão, diz o Governo, tomada “após profunda ponderação”. O próximo passo, esclarece ainda o diário, vai ser criar um grupo de trabalho para rever de forma “completa e detalhada” todo o sistema fiscal de Macau.

 

Na capa do diário financeiro há hoje pedras preciosas: “Diamantes de Graff esperam ser listados em Junho na bolsa de Hong Kong” – o joalheiro planeia também abrir uma loja de referência em Macau.

 

No Macau Post Daily, o maior destaque desta edição vai para os lucros da SJM, que no primeiro trimestre “subiram 21,7 por cento”. O jornal acrescenta, no entanto, que “a quota de mercado da operadora de jogo caiu para 27,3 por cento”.

 

Ainda na capa deste diário, “activistas famosos anunciam uma pausa nos protestos”. O anúncio de Hoi Weng Chong e Lam Meng foi feito ontem, numa conferência de imprensa ao ar livre, no Largo do Senado. A dupla diz desistir dos protestos porque ao fim de tanto tempo nada alcançaram, mas avisa que se o Governo não tomar algumas das medidas que exigiram, podem voltar à acção, com outro tipo de manifestações. Começaram por prometer queimar todos os cartazes que marcaram uma década do que chamam de “luta pela justiça”, mas acabariam por desistir, informando os jornalistas de que preferem deitar ao lixo todo esse material, para evitar problemas com a polícia.

 

No Macau Daily Times a manchete também se faz de jogo: “A Crown pode vir a juntar-se à Genting e à Wynn na decisão de adquirir um casino australiano”. O diário afirma que é a maior aquisição em mais de cinco anos.

 

Na imagem de capa vemos a zona dos lagos da Praia Grande, com o título “bares de Nam Van desafiam ordem de encerramento”. Noutros destaques, ainda na actualidade local, “America’s Next Top Model viaja para Macau” (as modelos estiveram no território e o episódio é transmitido amanhã no canal CW) e “lucros da SJM no primeiro trimestre sobem 22 por cento com a ajuda dos visitantes chineses”.

 

Jornais de Macau em Hong Kong

 

“Volatilidade de volta à Europa”, escreve o South China Morning Post, lembrando que “as eleições na Grécia e em França deixam a descoberto falhas profundas quanto aos esforços para resolver o problema da crise da dívida, numa altura em que a agitação política assusta os mercados globais”.

 

Os Novos Territórios também estão em destaque nesta edição de terça-feira. O South China Morning Post escreve que “os aldeamentos incompletos recebem luz verde” – o diário alerta que o desenvolvimento da zona remota foi aprovada pelo Governo, mas apenas conta com uma estrada suja de acesso e não tem energia eléctrica.

 

No China Daily, “um ‘novo’ nome para a ilha gera fúria”. Pequim, escreve o jornal, insurge-se contra Manila numa altura em que está no horizonte o lançamento [pela China] de uma plataforma de petróleo no Mar do Sul da China. Em causa, recorde-se, está a disputa em torno da ilha Huangyan, que as Filipinas dizem querer nomear agora como Panatag Shoal.

 

Também em grande destaque na capa do China Daily, “Hu aproxima-se quando Hollande vence” – presidente chinês “dá os parabéns ao novo líder francês pela vitória histórica nas eleições”.

 

Ainda no China Daily de hoje: “Ligado a um mundo online de oportunidades” – a Internet, adianta o jornal, “dá às empresas toda uma rede de possibilidades”.

 

No jornal The Standard, a página 2 fala em “guerra aberta” – na capa há hoje um anúncio de página inteira. As editoras de manuais escolares partem para a luta enquanto o Governo atinge um mercado “gravemente retorcido”. Na origem das críticas das editoras está o anúncio feito ontem pela Administração de Hong Kong no sentido de lançar um fundo de 50 milhões de dólares de Hong Kong para desenvolver livros electrónicos e acabar com o monopólio de uma mão cheia de editoras.