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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (2ª-feira)
Segunda, 07/05/2012

O debate na Comissão de Fiscalização das Forças e Serviços de Segurança, a respeito das filmangens nas manifestações do 1º de Maio, a entrevista ao arquitecto Vicente Bravo e o volte-face na polémica que envolve o Canídromo são os temas que marcam as capas da imprensa de língua portuguesa esta segunda-feira. Mas há muito mais para ler nestes e noutros jornais do território, das previsões económicas ao crime, do graffiti às infracções que envolvem bicicletas. Confira aqui os títulos.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Va Kio e Ou Mun)

 

O jornal Va Kio destaca na edição de hoje as queixas dos proprietários dos Jardins de Lisboa, que pedem ao Governo que dê atenção aos problemas que afectam a segurança pública e o meio ambiente.

 

Noutro destaque, o diário alude a 32 infracções que envolvem bicicletas e lança a questão: “Será que se está a promover a protecção ambiental?”

 

O crime marca ainda a primeira página do Va Kio, que dá conta de “vários casos de furto qualificado num casino” – as autoridades suspeitam do envolvimento de cinco pessoas oriundas do Peru – quatro deles entretanto detidos.

 

O graffiti na Rua do Campo também merece honras de capa no jornal Va Kio – segundo o jornal, o alegado autor de grafittis com mensagens contra a solução adoptada para a reforma política é um residente de 51 anos e membro de uma associação. O caso, escreve o diário, pode chegar a tribunal.

 

No jornal Ou Mun, “ponte de Hong Kong-Macau-Zhuhai com vida útil até 120 anos” – o jornal diz ainda que a construção do túnel subaquático, que vai servir as três zonas, será feita em três fases.

 

Também o Ou Mun traça o balanço das infracções que envolveram bicicletas – “foram registados 32 casos” nos primeiros quatro meses do ano, de acordo com dados avançados pela PSP.

 

O diário de maior tiragem de Macau avança ainda que “1400 pessoas apresentaram um pedido para ter direito a dupla matrícula em Macau”.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

No Canal Chinês da Rádio Macau, as autoridades não descartam a hipótese de se arrendarem, primeiro, habitações públicas e de se comprá-las, depois.

 

A Ou Mun Tin Toi alude às declarações do vice-presidente do Instituto de Habitação, Kuoc Vai Han, na emissora. O dirigente estima que o número de idosos à procura de habitação social vá aumentar, e lembra que é preciso dar atenção ao rumo a tomar no desenvolvimento da habitação pública em Macau.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Canídromo emenda a mão”, escreve o Ponto Final em manchete, explicando que “depois de ter quebrado o primeiro acordo de entrega de galgos para adopção, o Canídromo volta a prometer doar um cão à Anima” – “espera-se que chegue dentro de três a quatro semanas”. Albano Martins, adianta o jornal, “conta encontrar-se com Chui Sai On nos próximos dias para discutir a situação da Yat Yuen e da esperada lei de protecção dos animais”.

 

Grande destaque também para uma “demolição ‘apressada’” – “Os moradores da povoação de Sam Ka querem um encontro com o Chefe do Executivo, depois de terem recebido notificação para deixarem as suas casas na próxima semana.”

 

No Hoje Macau, “o beijo dos media”. O jornal escreve que a “Comissão de Fiscalização das Forças e Serviços de Segurança reúne por causa das filmagens policiais no 1º de Maio”. Uma informação revelada ao Hoje Macau pelo presidente da comissão, Leonel Alves. O jornal diz que o caso vai ser debatido “só porque deu brado nos jornais”, porque “até aí a Comissão parecia adormecida”.

 

No Hoje Macau desta segunda-feira há ainda um exclusivo com Herman José: “Vou aí para cantar ópera chinesa.” O artista português levanta ao jornal um pouco do véu do espectáculo que traz ao território em Setembro e deixa uma promessa: “Não deixarei de coscuvilhar cada pormenor da realidade macaense.”

 

O Jornal Tribuna de Macau publica hoje uma entrevista com Vicente Bravo, para quem a “máquina administrativa” sofre de “arteriosclerose”. O arquitecto considera ainda que a vinda dos casinos “perturbou tudo” e espera que a futura lei do planeamento urbano se concentre na reactivação dos edifícios abandonados.

 

O JTM alude também à “festa na celebração dos 11 anos da APOMAC [Associação de Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau]” e aos jovens que “criticam excesso de protecção e mercado pouco competitivo”.

 

A edição desta segunda-feira do Jornal Tribuna de Macau inclui ainda, na capa, uma notícia de última hora: “François Hollande bate Sarkozy e põe a UE em sentido.”

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“O Produto Interno Bruto de Macau deve abrandar para 18 por cento em 2012”, de acordo com a previsão avançada por economistas da Universidade de Macau, citados pelo Macau Daily Times em manchete.

 

O congestionamento do tráfego dá o mote à grande imagem de capa, com o título “há mais veículos nas ruas e aumentam os acidentes de trânsito”.

 

O Macau Daily Times publica também uma análise à reforma política, lançando a questão: “Decisão legitimizada ou não pela consulta pública?”. Ainda na actualidade local, “chegadas de turistas reforçadas em pelo menos dez por cento”.

 

A não faltar na primeira página do diário estão, naturalmente, as eleições de ontem: “França escolhe um novo presidente em tempos difíceis.”

 

O Macau Post Daily também alude às eleições em França, numa pequena chamada de primeira página, mas o grande destaque desta segunda-feira vai para o crime: “Polícia apanha quatro peruanos suspeitos de uma série de roubos.”

 

Mas há outras infracções a merecerem honras de capa no Macau Post Daily de hoje: “Polícia entrega um caso de graffiti políticto ao Ministério Público.”

 

Também de trânsito fala o jornal: “Macau regista quase sete mil veículos por quilómetro quadrado.”

 

Na actualidade internacional, além das presidenciais em França, “Seul avança com combate aos comprimidos de carne humana, vindos da China” e “Manchester City perto do título inglês depois de um bis de Toure”.

 

No Business Daily, à semelhança do Macau Daily Times, a manchete vai para as previsões dos economistas da Universidade de Macau: “Economia [da RAEM] deve crescer a um ritmo duas vezes superior ao da China Continental”.

 

O diário financeiro destaca também declarações do director executivo da MGM China, que acredita que a concessão de um terreno no Cotai está “iminente”.

 

Noutros títulos do Business Daily, “confiem em nós a respeito da reforma política” – um apelo do Governo, depois de alguns grupos terem questionado o modo como decorreu o processo de auscultação pública. Destaque ainda para os preços dos lugares de estacionamento, que devem aumentar até 20 por cento na segunda metade do ano, e para as corridas de cães, que podem desaparecer em 2015  - o diário alude às previsões da Anima, que acredita que o Governo vai encerrar o canídromo dentro de três anos, data em que expira o contrato de concessão do terreno no Fai Chi Kei.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

As eleições na Europa marcam a capa do South China Morning Post: “Hollande destrona Sarkozy; coligação grega abalada.”

 

O jornal lança hoje mais um debate: “Instituto Cultural inspira visão.” “Peritos concordam que a nova entidade não deve ser um órgão de propaganda, mas antes impulsionar o crescimento das artes e salvaguardar a liberdade criativa.”

 

Ainda na actualidade de Hong Kong, destaque para a saída, em Julho, do secretário-chefe do território vizinho: “Stephen Lam troca política por teologia.” O dirigente diz que vai estudar um ano em Oxford e que não está interessado em integrar a equipa de CY Leung.

 

No China Daily, há hoje uma imagem maravilhosa da lua cheia - uma fotografia tirada ontem na Jordânia, no dia em que, segundo o jornal, o astro esteve mais próximo da Terra.

 

“Ministro da defesa em viagem crucial aos Estados Unidos” é outro dos títulos do diário oficial, que acrescenta que “a deslocação de Liang deve ajudar a aliviar as tensões no Mar do Sul da China”.

 

Noutro destaque de capa, “gregos com presentes financeiros”. Atenas pode estar a braços com uma crise, mas ainda tem muito para oferecer, diz o jornal, aludindo à opinião de um economista.

 

No The Standard, “o dever chama” – “secretário-chefe vai deixar o cargo para estudar teologia e servir Deus.” Na imagem de capa está Stephen Lam, dizendo: “É tempo de abrir um novo capítulo na minha vida.”