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Cardeal John Tong: A China “não volta atrás”
Segunda, 07/05/2012

A China não vai regressar ao passado – mais cedo ou mais tarde, a relação de Pequim com o Vaticano vai melhorar, considera o cardeal John Tong. O cardeal, que tem vindo a defender Macau e Hong Kong como pontes entre Roma e a China, admite porém que o caminho a percorrer ainda é longo. “A relação não é a ideal, está longe de ser a ideal. Mas sou sempre uma pessoa optimista”, diz.

 

“A China tem vindo a tornar-se cada vez mais aberta ao mundo exterior. Por isso, a política de abertura ao mundo não pode voltar para trás. A única coisa que a China pode fazer é ser cada vez mais aberta”, refere. O Ocidente pode ajudar a que se crie uma maior interacção entre as autoridades chinesas e o Vaticano, porque “é preciso encontrar pontos em comum”. Para John Tong, falta ainda alguma capacidade de entendimento das políticas do Governo Central.

Já quanto à possibilidade de a Igreja Católica vir a ter um Papa de etnia chinesa, o cardeal afasta tal cenário. “A única coisa quase absolutamente irrealista é um Papa chinês. De acordo com o meu discernimento e juízo de valor, não sou qualificado para ser Papa”, afirma. Além disso, salienta, a religião predominante na China não é a católica – o contexto conta para a escolha do líder máximo do Vaticano.

O cardeal de 73 anos, nomeado este ano pelo Papa Bento XVI, esteve em Macau, onde celebrou missa. A Sé encheu-se de fiéis que não quiseram apenas participar na cerimónia, mas também cumprimentar o sucessor de Joseph Zen no cargo de bispo de Hong Kong.

Antigo seminarista em Macau, John Tong mostrou-se satisfeito com as “boas-vindas calorosas”. “Quando pisei o território de Macau senti que voltei a casa. Foi uma experiência emocionante”, confessou.