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Presidenciais em França: Direita domina em Macau e Hong Kong
Domingo, 06/05/2012

Os eleitores franceses na diáspora são tendencialmente de direita e, apesar de nem sempre poderem votar no local onde residem, fazem questão de participar no acto eleitoral. Macau não é excepção – hoje, muitos dos cerca de 300 franceses que aqui residem vão a Hong Kong votar, na segunda volta das eleições que opõem o socialista François Hollande a Nicolas Sarkozy, actual Presidente de França. A taxa de participação costuma ficar entre os 40 e os 50 por cento. 

 

Existe a convicção de que Nicolas Sarkozy não tem qualquer hipótese – todas as sondagens apontam nesse sentido. Mas, destaca o politólogo francês Eric Sautede, há sempre margem para surpresas.

 

“Se acreditarmos nas sondagens, tanto as mais recentes como as que foram feitas nos últimos meses, podemos ver que, obviamente, o candidato socialista, François Hollande, vai ganhar. Mas, como ele tem vindo a repetir, e tem vindo a dizê-lo nos últimos dias, não pode ficar a dormir sobre os louros e ficar à espera que isso aconteça, como se tivesse havido já uma decisão”, refere o docente da Universidade de São José.

 

As presidenciais gaulesas têm estado a ser acompanhadas pela comunidade internacional com particular atenção, sobretudo pela Europa, continente em que se sentem mais os efeitos da dialéctica entre França e Alemanha. Eric Sautede não acredita que a eleição de François Hollande, a acontecer, resulte em grandes mudanças. 

 

“A maioria da Europa está, neste momento, na ala da direita. Ainda assim, nas negociações em Bruxelas, por norma o que se vê é que ser de direita ou de esquerda não é assim tão importante”, aponta. “Ambos os candidatos são favoráveis a que se encontre uma solução comum e, apesar de François Hollande ser um pouco mais desafiador para o modo como a Europa está a agir, tem ao mesmo tempo um grande compromisso para com a Europa.” O académico recorda ainda que a relação entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e o actual presidente francês, Nicolas Sarkozy, começou por ser difícil.

 

As eleições presidenciais em França são um dos temas em destaque no magazine Paralelo 22 desta semana, um programa que pode ouvir aqui neste site.