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Revista de Imprensa de Macau e Hong Kong (sexta-feira)
Sexta, 04/05/2012

A habitação é um dos temas principais nas edições de hoje dos jornais de Macau, em línguas portuguesa, chinesa e inglesa. Já em Hong Kong é o encontro, em Pequim, entre o presidente chinês e a secretária de Estado americana que domina as atenções.

 

Jornais de Macau em língua chinesa (Va Kio e Ou Mun)

 

Destaque para a habitação hoje na imprensa de língua chinesa. O Va Kio explica que as estratégias para a política de habitação pública é sujeita a uma consulta pública de 60 dias e que o tempo de espera para as habitações sociais pode vir a ser de quatro anos.

 

Na capa do Va Kio desta sexta-feira destaque, também, para o vice-ministro chinês do Comércio, que lidera uma delegação de visita ao Brasil, juntamente com o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam.

 

A primeira página do jornal é preenchida também por casos de polícia: autoridades “desvendam três casos de sequestro e detêm sete indivíduos”.

 

No jornal Ou Mun, “planeamento de dez anos para habitações públicas” – o diário faz referência às 13 sugestões de medidas constantes do documento submetido pelo Governo a consulta pública.

 

Noutros temas, o diário de maior tiragem de Macau diz que a “paragem de autocarros das Portas do Cerco é como uma sauna” e adianta que está prevista para Setembro a implementação do regulamento que determina que 70 por cento das receitas fixas e permanentes das escolas privadas devem destinar-se ao pagamento de salários e regalias do fundo de previdência dos docentes.

 

Ainda em matéria de educação, o Ou Mun escreve que “as autoridades dão subsídios às escolas para abrir turmas de língua portuguesa”.

 

Canal Chinês da Rádio Macau

 

No Canal Chinês da Rádio Macau, o adeus à “relíquia óssea do budismo”, que foi transportada para o aeroporto. Nesta manhã informativa, a Ou Mun Tin Toi conta também que “1400 estudantes participaram na cerimónia do içar da bandeira pelo Movimento de 4 de Maio”.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Mais cívico, menos patriótico.” É o que se pode ler esta sexta-feira na manchete do Ponto Final, que explica que “o ensino patriótico, obrigatório em Hong Kong, é opcional em Macau”, mas “há manuais polémicos, de inspiração continental”.

 

Noutro destaque, o diário alude às palavras de Rui Rocha, que confirma a saída do Instituto Português do Oriente (IPOR), em Julho: “Um mundo à minha frente.” Espaço ainda na capa do Ponto Final para a “habitação pública” – o Governo “admite construir mais habitação social e económica a custo controlado”, mas “só decide depois de uma consulta pública”.

 

A reforma política continua a marcar a actualidade local no Hoje Macau, que fala em “retrocesso”. Em manchete, o jornal explica que os deputados Pereira Coutinho e Ng Kuok Cheong estão desiludidos com a proposta do Governo e consideram que “Macau deu um grande passo atrás”.

 

O jornal destaca também esta sexta-feira a saída de Rui Rocha do IPOR, com uma entrevista ao ainda director, que afirma que “Ana Paula Dias seria bom” para o instituto.

 

O investimento de 11,7 milhões do Governo em línguas estrangeiras e “o plano de resgate até Dezembro” – sobre as casas emprestadas à ONU – são outros dos títulos da capa do Hoje Macau.

 

No Jornal Tribuna de Macau é a política linguística que faz a manchete: “DSEJ [Direcção dos Serviços de Educação e Juventude] investe forte em plano linguístico.” O diário fala em “mais de uma centena de propostas para ensinar idiomas estrangeiros”.

 

Na imagem de capa do JTM há borboletas que “encantam no MGM”. Noutros títulos: “Proposto prazo máximo de quatro anos para entrega de casas sociais”, “contribuição orçamental dos sócios do IPOR diminui 25 por cento” e “Instituto Ricci vai celebrar 300 anos da restauração da Companhia de Jesus”.

 

Porque hoje é sexta-feira, o semanário O Clarim também está nas bancas. O jornal escreve que “o Vaticano critica as autoridades chinesas e pede maior empenho aos leigos”. A comissão para a Igreja Católica na China, explica O Clarim, “voltou a reunir bispos de Macau, Hong Kong e Taiwan”.

 

“Sem cultura não há verdadeira cooperação económica” – é um aviso de Frederico Rosário, numa capa em que se lê também: “Morte no Kong Mou Un”, “1º de Maio: Almeida Ribeiro só para alguns” e “José Veiga: ‘o Porto só me dá alegrias’”.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

“Governo estima 45 mil novos apartamentos dentro de cinco anos”, escreve o Macau Daily Times em manchete.

 

Na principal fotografia da capa, a imagem de uma manifestação. O diário explica que a Associação Novo Macau está descontente com a deliberação em torno da reforma política. “Apenas um prato no menu”, queixa-se o grupo, citado pelo jornal.

 

Noutros temas, o Macau Daily Times conta que “a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude quer melhorar as habilitações linguísticas dos estudantes”, que “Francis Tam [secretário para a Economia e Finanças] visita o Brasil para reforçar as relações comerciais” e que “as receitas da MGM China crescem 17 por cento para 5 mil e 500 milhões de dólares de Hong Kong”.

 

As contas da operadora de jogo têm também honras de primeira página no Business Daily, que fala no “preço do sucesso para a MGM China Holdings”. Mas a manchete do diário financeiro é hoje dedicada ao futuro do sistema político da RAEM: “Reforma abre espaço para os grupos de interesse.” A ilustrar a ideia, o jornal publica a imagem de uma balança que pende para o lado das associações e não para o lado da Assembleia Legislativa.

 

O Business Daily fala também no “fundo para a habitação pública”, que está “mais perto” de avançar, e num “terceiro magnata de Hong Kong mencionado no julgamento de Ao Man Long”.

 

Na manchete do Macau Post Daily temos as contas da MGM China. As receitas da empresa “cresceram, no primeiro trimestre, 17 por cento para 5 mil e 500 milhões de dólares de Hong Kong”. A operadora, acrescenta o jornal, “acredita que a concessão de um terreno no Cotai está iminente”.

 

Ainda na capa do Macau Post Daily o balanço dos restos mortais do Buda, que atraem 138 mil pessoas. Na actualidade internacional, “Manila ergue muralha para barrar a vista para os bairros de lata”, “museu do Afeganistão destaca património budista do país” e “Bin Laden preocupado com mortes ‘desnecessárias’ de muçulmanos”.

 

Jornais de Hong Kong em inglês

 

Ainda a questão dos direitos humanos a dominar as atenções no South China Morning Post: “Chen quer sair – Estados Unidos e China renovam conversações.” O activista cego, explica o jornal, acusa Pequim de ter quebrado as promessas de garantir a segurança da sua família, “provocando um dilema diplomático”.

 

“Diálogo diplomático” é, por outro lado, o título referente à fotografia do presidente chinês Hu Jintao ao lado da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Uma fotografia tirada na cerimónia de abertura do Diálogo Económico e Estratégico Estados Unidos-China, um evento que decorre em Pequim.

 

O jornal destaca também um episódio inédito desde a transição de soberania de Hong Kong para a China: o debate sobre uma proposta de lei do Governo no Conselho Legislativo foi suspenso. Em causa está o “debate sobre um controverso diploma eleitoral”, que foi suspenso por não estar presente na sessão o número mínimo de deputados necessários para analisarem a proposta de lei.

 

Hillary Clinton e Hu Jintao aparecem também na imagem de capa do China Daily, que sublinha que o presidente chinês “destaca as parcerias”. Pequim e Washington, diz o Chefe de Estado, “têm de decidir o seu próprio destino”.

 

“Li concentrado no potencial urbano”, adianta, também, o China Daily, referindo-se ao vice primeiro-ministro, para quem a “China e União Europeia podem beneficiar do desenvolvimento das cidades”.

 

O diário oficial dedica ainda parte a primeira página a “descobertas [arqueológicas]” que “ajudam a resolver questões antigas” – tesouros que, segundo o jornal, dão aos cientistas uma “perspectiva fascinante sobre as origens da humanidade”. Em causa 48 locais de escavações arqueológicas realizadas no ano passado na China e consideradas “especialmente valiosas”.

 

O The Standard tem, mais uma vez, a primeira página ocupada integralmente por publicidade, mas na página 2 o diário destaca o caso de dois polícias acusados de terem bloqueado uma câmara de televisão durante uma visita do vice primeiro-ministro Li Keqiang a Laguna City, em Hong Kong. Os dois polícias de elite enfrentam uma acção disciplinar pelo caso, avança o jornal.