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Rui Rocha justifica saída do IPOR com motivos pessoais
Quinta, 03/05/2012

Três anos depois de ter assumido a direcção do Instituto Português do Oriente (IPOR), Rui Rocha vai abandonar o cargo no fim do mandato, em Julho. Em declarações à Rádio Macau, Rui Rocha explica que a decisão de não continuar prende-se com motivos de ordem pessoal. O dirigente considera que está na hora de assumir novos desafios e dar lugar a outros.

 

“Entendo que deverei seguir outros caminhos profissionais. Em Novembro do ano passado, tive propostas para me dedicar com alguma intensidade à promoção da língua portuguesa em Macau e fora de Macau. Penso que os três anos no IPOR foram cheios, três anos bastante ricos e esta é a altura -  até porque se cumpre um novo ciclo político em Portugal -  em que estão reunidas todas as condições para que eu saia e dê lugar a outras pessoas. Não há quaisquer outras razões que não sejam razões de interesse pessoal”, afirmou Rui Rocha, esta manhã, à Rádio Macau.

 

Na hora em que anuncia o adeus ao IPOR, o director considera que o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos é positivo: “Os dados estão à vista”. Rui Rocha entende que a direcção do IPOR  cumpriu o dever de “previlegiar o ensino da língua portuguesa como fluxo estratégico da acção do Instituto”, tal como estipulam os novos estatutos, de 2009.

 

“Isso foi conseguido, porque nós em três anos conseguimos reabilitar e credibilizar o IPOR, não só em termos de imagem externa, como também em termos de processos pedagógicos, didácticos. Conseguimos recuperar uma parte dos alunos que havia desaparecido do IPOR. Produzimos novos materiais didácticos, temos aquilo que podemos chamar uma carteira de alunos extremamente reconfortante e, sobretudo, na parte que tem a ver com as questões orçamentais, acho que foi um salto bastante qualitativo”, acrescentou.

 

A saída de Rui Rocha mereceu uma reacção de Carlos Monjardino. Em declarações ao jornal Hoje Macau, o presidente da Fundação Oriente [um dos accionistas do IPOR] lamenta a decisão. Carlos Monjardino revela ainda que reunidos em Assembleia Geral, os accionistas do Instituto decidiram que o próximo director vai ser escolhido por concurso público.