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Crimes entre croupiers estão a aumentar, avisa Bosco Cheang
Domingo, 29/04/2012

Os crimes entre croupiers têm vindo a aumentar, alerta a Associação dos Trabalhadores da Indústria do Jogo em Macau. A entidade dá conta de pelo menos 45 casos entre 2007 e Março deste ano. A situação está a preocupar a associação, diz o presidente, João Bosco Cheang. “Quer o trabalhador ganhe, ou perca, não vai querer trabalhar. Se ganhar, só pensa em gastar o dinheiro. Se perder, não é uma quantia pequena. E a lista de crimes aumenta”, afirma.

 

Os crimes mais frequentes são de roubo de fichas ou batota. De acordo com a associação, a situação agrava-se quando se verifica que dez do total dos 45 casos culminaram em suicídio.

 

Para João Bosco Cheang, a solução passa por uma legislação mais dura: “A nossa associação recomenda ao Governo que crie um sistema centralizado de informação sobre o problema do jogo em Macau e que proíba todos os trabalhadores dos casinos de jogarem, em especial os croupiers”.

 

Outro problema para a profissão, acrescenta, é a lista negra de casinos – uma lista partilhada pelas operadoras que, acusa João Bosco Cheang, viola o direito à privacidade. “Toda a gente comete erros. Por exemplo, uma pessoa cometeu um erro no ano passado e foi despedida. Mas como é que se pode impedi-la de trabalhar noutro casino? A pessoa pode mudar, melhorar. Não é justo. É uma questão de privacidade. Os casinos não têm o direito de fazer isto”, acusa.

 

A situação dos croupiers em Macau é o tema principal do programa Paralelo 22 desta semana, dedicado ao Dia do Trabalhador. O magazine já pode ser ouvido aqui no site da Rádio Macau.