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Eilo Yu: reforma política deve dominar plenário com Chui
Quinta, 26/04/2012

O Chefe do Executivo desloca-se esta tarde, pela primeira vez neste ano, à Assembleia Legislativa (AL) para responder às perguntas dos deputados. O académico Eilo Yu acredita que o debate será dominado pelo “tema quente” da reforma política.

 

Para o académico, o tema tem de ser abordado. Fernando Chui Sai On deverá ter de explicar a decisão de aumentar o número de deputados e a fórmula encontrada. “A questão da reforma política terá de ser discutida. Acredito que o tema da democracia vai levar o Chefe do Executivo a explicar porque é que o Governo sugeriu mais dois deputados  pela via directa e outros dois pela via indirecta”, disse Eilo Yu, em declarações à Rádio Macau.

 

O professor universitário considera que o Executivo “falhou na forma de convencer a população” e tem agora de “clarificar posições”. “O Governo optou por uma forma e não teve em consideração as opiniões alternativas, no plano da reforma política. É aqui que está o fosso entre o Executivo e a população, mesmo entre aqueles que apoiam o seu plano. A questão, para mim, é: porque é que temos de fazer desta maneira? Porquê seguir apenas aquilo a que chamamos de opinião geral, se estamos a falar de um estudo científico? Parece não ser razoável e faltam explicações.”  

 

No entanto, Eilo Yu antevê que há velhos temas que são incontornáveis, como a habitação ou o desenvolvimento económico. “Nestes últimos meses, não houve grandes questões levantadas pelo Governo mas, talvez, alguns deputados abordem o tema da habitação, nomeadamente a forma como a Administração está a distribuir as habitações públicas. Há ainda outra questão, como é que o Executivo vê o desenvolvimento da economia de Macau, também no contexto mundial. Alguns deputados podem falar ainda da indústria do jogo, embora essa não seja a verdadeira questão neste momento.” O académico acrescentou que isto não significa que situações relacionadas com o jogo “não possam ser um problema no futuro”, só que, neste momento, nem a população nem os media lhes têm atribuído “muita atenção”.