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Rota das Letras poderia ser "marca" a norte e a sul de Macau
Domingo, 24/03/2019
A organização do Festival Rota das Letras traça um balanço positivo da edição deste ano, que hoje chega ao fim. Carlos Morais José, director de programação, defende que o festival literário assenta na ideia de “encontro”, característica de Macau, e poderá crescer e tornar-se uma marca no contexto da Grande Baía e do Sudeste Asiático, se o Governo assim o entender.

“Temos bastante espaço para melhorar se tivermos de facto o apoio e o acordo de quem nos pode permitir o espaço para melhorar. Podemos fazer disto um festival com uma dimensão local na Grande Baía, por exemplo, com muita importância. Era assim que o Governo de Macau devia pensar”, afirmou Carlos Morais José, esta tarde, em directo para a TDM – Rádio Macau.

Em conversa com Marta Pereira, o director de programação do Rota das Letras explicou que o Governo deveria pensar o festival “como uma marca não só de Macau, mas até maior”, “não só para o norte, para a Grande Baía, mas também para os países do sul” – países, explica, como as Filipinas, a Malásia, a Indonésia ou a Tailândia, “com literaturas muito interessantes”, e a que a organização espera prestar “alguma atenção” em edições futuras.

Carlos Morais José sublinhou que o Rota das Letras é “um festival de encontros entre a lusofonia e a cultura chinesa”, mas é também “um festival de Macau”.

“Temos de fazer uma coisa profundamente enraizada no tecido social de Macau, na cultura de Macau, embora faça parte da cultura de Macau a abertura para o exterior. Isso também faz parte da identidade de Macau. Estarmos continuamente atentos ao que se passa lá fora. Somos uma cidade cosmopolita. É isso que também este festival mostra: que é muito fácil haver aqui encontros de pessoas de culturas totalmente diferentes, sejam africanas, sul-americanas, europeias, chinesas, ou asiáticas de outras zonas”, defendeu.

A oitava edição do Festival Rota das Letras, dedicada à poesia, conta ainda hoje com uma peça de teatro nas Oficinais Navais, às 20h00 – Droga, uma peça adaptada de um romance de Lu Xun, e encenada pela companhia local Rolling Puppet Alternative Theatre – e com o concerto da banda taiwanesa Wednesday and Bad to the bone”, no LMA, a partir das 22h30.

Sofia Jesus com Marta Pereira