Em destaque

14 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.1522 patacas e 1.1278 dólares norte-americanos.

Maioria quer mais directos, menos indirectos na AL
Segunda, 23/04/2012

A esmagadora maioria da população de Macau concorda com a eleição de mais deputados eleitos pela via directa. A maioria defende ainda a redução do número de deputados eleitos por sufrágio indirecto. É o que indicam os resultados de um referendo promovido ontem pela Associação Novo Macau e que contou com a participação de mais de 2.500 pessoas.

 

De acordo com os dados divulgados pela Agência Lusa, nove em cada dez residentes querem mais deputados eleitos pela via directa. Menos de três por cento são a favor de manter as coisas como estão na bancada dos directos.

 

No caso dos deputados eleitos por sufrágio indirecto, a maioria - 68 por cento - acredita que devem ter uma presença menor no hemiciclo. Já perto de 14 por cento dos participantes no referendo defendem que se mantenha o mesmo número de deputados indirectos. Pouco mais de nove por cento defendem um aumento do número de indirectos.

 

Na terceira pergunta do referendo, quase 75 por cento expressaram querer ver reduzido o número de deputados nomeados pelo Chefe do Executivo. Pouco mais de seis por cento defendem um aumento deste número, enquanto 232 pessoas querem que o número se mantenha.

 

O referendo da Associação Novo Macau não tem qualquer valor jurídico mas contou com a participação de 2.565 pessoas. Mais de 1300 votaram pela Internet e as restantes fizeram-no pessoalmente, numa das assembleias de voto espalhadas por Macau e pela Taipa, entre as 11 da manhã e as oito da noite.

 

A iniciativa surge depois de um estudo encomendado à Universidade de Hong Kong e segue a simulação levada a cabo no mês passado na região vizinha, nas eleições para o Chefe do Executivo.

 

Em Macau, a consulta pública sobre a reforma do sistema político termina hoje.