Em destaque

22 de Março 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.2311 patacas e 1.1378 dólares norte-americanos.

Xi Jinping visita Macau no final do ano
Terça, 29/01/2019
Xi Jinping vem a Macau para assinalar os 20 anos da transferência do exercício de soberania. A presença do presidente chinês nas comemorações, que devem coincidir também com a tomada de posse do próximo Governo, foi confirmada pelas autoridades de Guangdong. A notícia é avançada pelo South China Morning Post, que informa ainda que o plano de segurança para a deslocação de Xi a Macau vai ser coordenado por uma nova unidade de cooperação policial para a região do Delta.

Li Chunsheng, chefe do Departamento de Segurança Pública da Província de Guangdong, apresentou a nova unidade como um centro de comunicação para as forças policiais da chamada da Grande Baía.

O centro vai ficar estabelecido em Zhuhai e deve começar a funcionar em Outubro – antes da deslocação de Xi Jinping a Macau, que deve acontecer no final do ano.

As informações foram reveladas a propósito de uma reunião em Cantão em que foi discutido o relatório de trabalho do governador da província, Ma Xingrui.

No encontro, Li Chunsheng afirmou que as polícias devem” defender com determinação a segurança política da China”. “De todos os tipos de segurança, a segurança política é a mais proeminente e as suas duas partes fundamentais são a segurança do nosso sistema socialista e a segurança do regime do Partido Comunista Chinês (PCC)”, disse, citado pelo South China Morning Post.

Li disse também que defender a segurança do partido, com Xi Jinping como núcleo, é uma das prioridades para 2019 – um ano que descreveu como “politicamente significativo”.

Além do aniversário da RAEM e dos 70 anos do estabelecimento da República Popular da China, o dirigente terá feito referência, de forma indirecta, aos 30 anos sobre os incidentes de Tiananmen, que também se assinalam este ano e aos 20 anos que passam sobre o protesto do grupo religioso Falun Gong junto à sede do PCC em Pequim, que levou o então presidente Jiang Zemin a banir a organização.

Li Chunsheng disse que há “forças hostis dentro da China que há muito tempo marcaram este ano como uma altura importante para executar o plano – que é uma tentativa vã – de de derrubar o nosso regime”.

As autoridades de Guangdong tiveram já uma reunião especial e traçaram oito operações para travar actividades consideradas ilegais por alegados riscos para a “segurança política”.

O chefe da segurança de Guangdong disse ainda que o plano não contradiz a integração de Macau e de Hong Kong na China.

Sónia Nunes