Em destaque

22 de Março 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.2311 patacas e 1.1378 dólares norte-americanos.

John Mo começou a ser julgado e “é inocente”, diz defesa
Sexta, 25/01/2019
O ex-director da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, John Mo, começou esta manhã a ser julgado no Tribunal Judicial de Base. O académico está acusado de um crime de violação, na sequência de uma queixa apresentada, no ano passado, por uma estudante universitária.

O julgamento decorre à porta fechada por decisão da juíza titular do processo, Lou Ieng Ha.

John Mo optou por prestar declarações e esteve a ser ouvido durante a audiência desta manhã, que começou por volta das 10h.

Perto do meio-dia, foi também ouvida a primeira testemunha: a deputada de Hong Kong Priscilla Leung, professora associada da Faculdade de Direito da City University de Hong Kong, onde também trabalhou John Mo.

Ainda na parte da manhã, o tribunal ouviu mais nove testemunhas, incluindo o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, Shui Bing.

John Mo, em prisão preventiva desde Junho, está a ser defendido em tribunal por Oriana Pun. A advogada diz que John Mo “está a colaborar com a justiça” e acredita na inocência do académico. “Temos de aguardar pela decisão do tribunal. Mas, para mim, é inocente. Por isso, peguei no processo”, afirmou, à saída do tribunal.

O caso envolve mais dois arguidos, Lei Iok Pui e Yang Manman, também acusados de violação e omissão.

O julgamento continua esta tarde.

O alegado crime de violação terá acontecido num espaço de entretenimento nocturno.

John Mo exercia, desde 2016, funções de reitor da Escola de Pós-Graduação da UM. Foi despedido na mesma semana em que foi detido.

Em Macau, o crime de violação é punível com pena de prisão entre três aos 12 anos. Nalguns casos, a pena pode ser agravada.

Sónia Nunes