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Droga: Consumo caiu 37% e tráfico baixou 5% em 2018 - PJ
Quinta, 24/01/2019
No tráfico de droga foram menos 5 por cento, no consumo a descida é bastante maior: caiu 37 por cento para 31 casos em 2018.

Descidas reveladas no balanço anual do Ano Novo Lunar da Polícia Judiciária (PJ) e que o director, Sit Chong Meng, atribui à actuação das autoridades, à instalação de equipamentos raio-X nos principais postos fronteiriços, incluindo na ponte em Y, e também à entrada em vigor da nova lei da droga, há cerca de dois anos, que veio agravar as penas e tornar frequentes os testes de urina.

O director da PJ argumenta também que as dificuldades criadas aos traficantes para conseguirem introduzir a droga em Macau faz disparar o valor da droga em Macau.

“Noutros territórios, a cocaína custa perto de mil patacas, mas em Macau já atingiu 3300 patacas. O valor aumenta em função do fornecimento da droga”, afirmou.

As apreensões de cocaína diminuíram nos últimos três anos. Em 2016 foram apreendidos 19,9 quilogramas, há dois anos 3,8 quilogramas, e no ano passado 709,4 gramas.

Em queda estiveram também as apreensões de Quetamina: 745,9 gramas no ano passado, depois de em 2016 e 2017 terem sido interceptados 852,3 e 812,5 gramas, respectivamente.

“O valor de mercado da quetamina nos países e regiões vizinhas é aproximadamente 500 patacas, mas em Macau já chegou às 1000 patacas”, afirmou.

Apesar do menor volume de apreensões de quetamina e de cocaína no ano passado, em termos globais houve mais droga interceptada. Destaque para o ice, com mais de quatro quilogramas a irem parar às mãos das autoridades, para a heroína – quase três quilos, e para uma droga nova – a Catinona. Foi a primeira vez que as autoridades apreenderam esta substância, também conhecida por khat. Foram mais de 16 quilogramas.

Em Novembro, a PJ apreendeu droga no valor de mais de 10 milhões de patacas no aeroporto de Macau, em dois casos de tráfico.

Também em 2018, as polícias de Macau e Hong Kong desmantelaram uma rede transfronteiriça de tráfico de droga.

E em Maio do ano passado, as autoridades de Macau, em conjunto com as de Guangdong, resolveram um caso de tráfico transfronteiriço de “folhas de khat” – o primeiro caso em Macau.

Apesar da descida ddo tráfico de droga, os casos que envolvem residentes de Hong Kong aumentaram 40 por cento. No ano passado foram detidos 53 cidadãos de Hong Kong por este crime. O director da Polícia Judiciária atribui os resultados à cooperação com as autoridades da região vizinha.

Analisando os últimos três anos, desde os 121 casos de tráfico de droga registados em 2016 que o número se tem mantido abaixo de 100. Em 2017 foram 97, no passado passado baixaram para 92 casos.

Com a entrada em vigor da nova lei da droga, em 2017, o consumo passou a ser penalizado com pena até um ano de prisão. No tráfico o limite máximo mantém-se nos 15 anos. O mínimo da pena passou de três para cinco anos de prisão.

Fátima Valente