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Hato:Mais de 5% dos alunos da UMAC com stress pós-traumático
Sábado, 19/01/2019
Um total de 5,1 por cento de 1876 alunos da Universidade de Macau teve stress pós-traumático na sequência do tufão Hato. O transtorno psicológico foi maior entre os estudantes locais (6,5 por cento) e menor entre os alunos do interior da China (2,3 por cento).

É o que indica um estudo realizado por vários académicos da Universidade de Macau, incluindo Brian Hall, Elvo Sou e Agnes Lam, que analisaram as consequências entre a exposição directa ao tufão Hato e às imagens do desastre nos media e redes sociais.

O Hato, ocorrido em 23 de Agosto de 2017, causou dez mortos e prejuízos de 12,5 mil milhões de patacas. O estudo descreve que o tufão causou danos no campus da Universidade de Macau e que o fornecimento de electricidade, água e alimentos só foi restabelecido três dias depois.

O trabalho, iniciado um mês depois do tufão, teve por base uma amostra correspondente a 19,2 por cento de um total de 9782 estudantes chineses. A maioria dos estudantes (66 por cento) é residente de Macau.

O objectivo do estudo, explicou Brian Hall, era identificar quantos estudantes da Universidade de Macau tiveram stress pós traumático por causa do tufão Hato e encaminhar esses alunos para aconselhamento psicológico disponível no campus, explicou o líder da investigação.

Era também objectivo “perceber quantos alunos mantêm os sintomas ao longo do tempo”, mas essa análise ainda não foi feita. “Sabe-se que alguns foram acompanhados e que haverá menos estudantes com transtornos, mas esses dados não estão ainda a ser tratados”, observou.

Brian Hall considera “alarmante” que “quase 7 por cento dos estudantes locais manifestaram sintomas de stress pós traumático”.

Já Elvo Sou descreve que “a percentagem de 5,1 por cento está em linha com a população estudantil geral”.

“Se olharmos apenas para os alunos locais, a percentagem é mais elevada do que 5,1 por cento. E isso é compreensível, porque as suas casas são em Macau, as suas famílias foram afectadas, as suas casas foram afectadas”, explica.

Elvo Sou destaca ainda que “houve um grupo de pessoas que reagiu de forma diferente” ao Hato.

“Ou seja, o que manifestaram não teve necessariamente a ver com o tufão directamente, mas o desastre desencadeou o desperatar de outros problemas não resolvidos”, explica.

O estudo foi divulgado em 14 de Janeiro e referido no âmbito de um seminário sobre media e alterações climáticas organizado pela TDM.

Fátima Valente