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Caso das apostas ilegais no Mundial julgado 4 anos depois
Sexta, 18/01/2019
Arranca segunda-feira o julgamento do caso das apostas ilegais durante o Mundial de Futebol de 2014, que movimentou milhões de dólares. O processo envolve o empresário malaio Paul Phua, antigo junket em Macau com ligações a Las Vegas. É acusado de exploração ilícita de jogo, juntamente com mais 14 arguidos.

A informação sobre o início do julgamento foi confirmada à TDM – Rádio Macau por Icília Berenguel, advogada de cinco dos 15 arguidos envolvidos.

O caso foi tornado público pouco tempo depois de ter começado o mundial: em apenas uma semana, a alegada rede terá movimentado cerca de cinco mil milhões de dólares de Hong Kong em apostas nos jogos. Foi este o valor avançado, na altura, pela Polícia Judiciária.

Mais de 20 pessoas foram detidas sob suspeita de fazerem parte de uma rede de apostas ilegais, num caso que teve repercussão internacional.

A alegada rede operava a partir de quartos de hotel no casino Wynn e terá recebido apostas de todo o mundo
Depois do inquérito do Ministério Público, o tribunal decretou a proibição de saída do território e a apresentação periódica a cinco suspeitos: 17 foram expatriados.

Os indícios de crime organizado foram afastados logo na primeira fase das investigações e três dos suspeitos iniciais acabaram por não ser acusados.

Paul Phua, actual jogador profissional de Poker, foi apresentado como o líder da alegada rede.

O empresário foi também notícia por, alegadamente, ter saído de Macau num jacto privado rumo a Las Vegas, pouco depois da operação da PJ – um avião avaliado em 48 milhões de dólares e que conseguiu recuperar em 2015.

O hacto foi devolvido pelas autoridades dos Estados Unidos, depois de o tribunal em Las Vegas ter arquivado um caso de apostas ilegais em que Paul Phua era também arguido.

As investigações no Nevada terão começado pouco tempo depois de Paul Phua ter saído de Macau para Las Vegas, onde acabou também por ser detido. Foi libertado um ano depois, em 2015, com o juiz a considerar que o FBI cometeu ilegalidades durante as investigações.

Neste julgamento, soube-se também que o ministro da Administração Interna da Malásia escreveu uma carta ao tribunal, atestando a idoneidade de Paul Phua, negando qualquer ligação do empresário à seita 14 Quilates.

Em Macau, o crime de exploração ilegal de jogo pode resultar numa pena de prisão até três anos.

Sónia Nunes