Em destaque

14 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.1522 patacas e 1.1278 dólares norte-americanos.

CAM quer comprar ADA
Quinta, 28/04/2011
A Companhia do Aeroporto (CAM) quer comprar a ADA, a empresa que é responsável pela gestão do Aeroporto Internacional, apurou a Rádio Macau. Depois de ter decidido que não renovaria o contrato com a ADA – Administração de Aeroportos – que termina a 11 de Setembro, a CAM avançou com uma proposta de aquisição da empresa.

As negociações com os donos da ADA - a portuguesa ANA, que tem 49 por cento do capital social , e a chinesa CNAC (China National Civil Aviation), que tem 51 por cento - estão a decorrer, mas ainda não há uma conclusão final, adiantaram as nossas fontes.

Segundo apurámos, a Companhia do Aeroporto terá avançado com a intenção da aquisição, mas não terá ainda apresentado o preço que estará disposta a pagar para comprar a ADA. As nossas fontes admitem que o objectivo da CAM será manter toda a estrutura da empresa, incluindo o quadro de pessoal, de modo a assegurar a gestão do aeroporto a partir de 11 de Setembro.

A CAM quer agora comprar a ADA depois de ter apresentado como argumentos para a não renovação do contrato a necessidade de introduzir alterações na gestão do aeroporto. Segundo um comunicado divulgado em finais de Março, o Conselho de Administração da CAM “vai montar uma nova estrutura de gestão para o aeroporto, pois pretende melhorar a relação qualidade-preço, a eficiência e a qualidade de serviços”.

A ideia de adquirir a ADA não é nova, pois há dois anos a CAM manifestou interesse em entrar no capital social da empresa, mas isso não se concretizou.

Recorde-se que, no início do ano, responsáveis da CAM chegaram a dar como certa a renovação do contrato de gestão do aeroporto, mas algumas semanas mais tarde deu-se um volte-face com a dona do aeroporto a informar os dirigentes da ADA que o mesmo não seria renovado.

A Rádio Macau sabe que a decisão foi mal aceite quer pelos responsáveis da ANA, quer pelos dirigentes da CNAC.

Sem se saber como será feita a gestão do aeroporto depois de Setembro, o futuro da CAM poderá passar também por mexidas ao nível da estrutura accionista. Uma ideia que chegou a ser veiculada pelo antigo Chefe do Executivo em 2008. O Governo poderá reforçar a sua posição - tem actualmente 55 por cento da CAM. Stanley Ho tem 35 por cento e o restante capital está distribuído por accionistas menores, entre os quais Ng Fok.

Recorde-se que na semana passada, Fernando Chui Sai On disse na Assembleia Legislativa que é preciso resolver o problemas das dívidas da CAM para depois avançar para um plano de desenvolvimento do Aerporto Internacional de Macau.