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Au Kam San quer operadora de jogo a gerir empresa do metro
Sexta, 11/01/2019
O deputado Au Kam San sugere transformar a empresa do Metro Ligeiro numa sociedade de carácter comercial, explorada por uma operadora de jogo. O objectivo é tornar a empresa “viável” e “aliviar os custos operacionais”.

“Quanto à empresa gestora do metro ligeiro, também vai representar um custo operacional muito avultado, agora estimado em 900 milhões de patacas, e é um montante que vai expandir-se ainda mais no futuro, conforme o aumento da rede. Talvez podemos transformar essa empresa numa sociedade de carácter comercial”, disse durante a discussão que juntou três propostas de debate sobre o metro ligeiro.

“Com funcionamento de carácter comercial podemos evitar esses custos tão elevados. Há quem diga que nao haverá ninguém interessado em explorar, mas será que as operadoras do jogo estão interessadas? Podemos pensar nisso. Temos seis operadoras. Pode ser que o Governo seja o director geral dessa sociedade comercial e inclua alguma operadora na direcção. Se for um negociante talvez não esteja interessado, mas se for uma concessionária de jogo talvez”, acrescentou.

Au Kam San deixou a sugestão já depois das respostas do secretário para os Transportes e Obras Publicas, durante a primeira hora do debate.

Em meados de Dezembro, Raimundo do do Rosário manifestou a intenção do Governo de transformar, no início deste ano, o Gabinete de Infra-estruturas de Transportes (GIT) numa empresa de capitais públicos, que será responsável pela operação do Metro Ligeiro.

O secretário defendeu então que a futura empresa teria que assumir os contratos já firmados com a MTR de Hong Kong, entre os quais o contrato para a operação e manutenção da Linha da Taipa.

Já no final de Julho, o Canal Macau noticiou que o deputado Leong Sun Iok, ligado aos Operários, defendeu que as operadoras de jogo paguem parte dos custos do Metro Ligeiro quando começar a circular. O argumento de Leong Sun Iok é o de que o metro “vai servir sobretudo as operadoras de jogo”.

A falta de orçamento global do metro ligeiro foi uma das críticas mais recorrentes esta tarde na Assembleia Legislativa. A discussão juntou três propostas de debate dos deputados Agnes Lam, Ng Kuok Cheong e Au Kam San.

Fátima Valente