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Cibersegurança: comissão confia nas garantias do Governo
Sexta, 11/01/2019
Os deputados acham que é desnecessário consultar especialistas sobre questões de cibersegurança.

A comissão que está a analisar a proposta de lei acredita que as garantias do Governo são suficientes no que diz respeito à protecção da privacidade dos residentes, apesar de nenhum dos deputados ter conhecimentos na área da cibersegurança.

“Acerca das preocupações dos cidadãos relacionadas com esta proposta, nomeadamente sobre os direitos fundamentais, o Governo já teve muitas reuniões internas a nível técnico e actualmente não vejo a necessidade de solicitar alguém que nos venha esclarecer tudo isto”, disse o presidente da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, Ho Ion Sang.

A Governo já começou o trabalho de recrutamento de profissionais da cibersegurança, mas em Macau faltam pessoas com conhecimento na área.

Vão ser precisos responsáveis nas 12 entidades públicas e nas mais de 100 operadores de infra-estruturas críticas que vão ser supervisionadas. A comissão está preocupada com o défice de especialistas no território e o Governo, para além de concordar com as dificuldades em recrutar, diz que a solução pode ser ir contratar ao exterior.

“O secretário referiu que, de facto, temos falta de talentos nesta área. Poderá assim, então, contratar pessoal do exterior, embora também seja difícil contratar pessoal para esta área”, continuou Ho Ion Sang.

Deputados e Governo esperam que a entrada em vigor da lei atraia mais jovens do território a seguirem a área da cibersegurança.

Ao todo vão ser 12 os serviços públicos e 118 operadores privadas a necessitarem de um responsável pela cibersegurança. Os serviços já foram divulgados, mas a lista final das empresas privadas só vai ser conhecida depois da publicação da legislação.

João Picanço